Homens e mulheres objetos

Ao abrir o site do G1 hoje pela tarde, vi estampada uma notícia afirmando que Erica La Rour Eiffel (37), havia se casado com a Torre Eiffel em uma cerimônia da qual participaram seus amigos. Por conta da união, a americana mudou, inclusive, seu nome em cartório. Segundo a matéria, ainda no final de maio, outra mulher, a sueca Eija-Riitta Berliner-Mauer (54), contou à publicação britânica Telegraph que é casada com o Muro de Berlim há 29 anos. Seria apenas engraçado se não fosse trágico. Hoje em dia, os relacionamentos são tão superficiais que mulheres acabam por se apaixonar por objetos. Na mesma matéria, o psiquiatra Jerry Brooker explica que “alguém que se apaixona por objetos pode controlar a relação da maneira como bem entender. Os objetos não vão abandoná-las. Isso é extremamente atraente para pessoas que se sentem muito solitárias”. Fico então a pensar na falta de amor que acomete toda humanidade.

Homens e mulheres já não se unem mais por se amar. O sexo, criado por Deus com o fim da união e da procriação, passou a ser sinônimo apenas do prazer, fazendo das pessoas também objetos de uso, sem necessidade alguma de compromisso. O casamento virou comércio. Casar-se e descasar-se ou mesmo “juntar os trapos” faz parte dessa sociedade que não sabe mais o que é amar. Os filhos então… acabam por colher os frutos dos maus relacionamentos vividos pelos pais e, muitas vezes, convivem com pais adversários. E tudo isso vira uma bola de neve. De acordo com Aristóteles, as sociedades são o que suas famílias são. Confesso que eu não gostaria de ver (conviver) uma sociedade que cresce com famílias destruídas, filhos órfãos de pais vivos, outros que são despejados em orfanatos e, ainda, aqueles que, logo ao nascer, são descartados pelas mães em latas de lixo, lagos, parques, etc. Sem contar pais (que não deveriam ser pais) que entregam seus filhos e filhas nas mãos de pedófilos a fim de ganhar, com estes inocentes, dinheiro fácil e sujo – como visto na semana passada nos noticiários brasileiros. Desta forma, não fica difícil entender porque mulheres acabam por se apaixonar por objetos, já que elas são tratadas como objetos. Talvez carregar um sobre nome La Rour Eiffel deva ser mais fácil do que não ter um sobrenome para escrever na certidão de nascimento de um filho na linha reservada para o pai. Ou mesmo, casar-se com o Muro de Berlim deva ser mais agradável do que contentar-se com um companheiro que, embora vivo, se porte como um verdadeiro Muro. Resgatar o amor é a única maneira de mudar a realidade em que vivemos. Esse amor vem de Deus. O amor ágape, que não tem interesses. “Só ama quem conhece a Deus, porque Deus é amor”.

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Uma resposta to “Homens e mulheres objetos”

  1. Patrick Says:

    Suzana, que dedo de prosa você está revelando! Este texto foi muito bem escrito e traz uma bela mensagem de revolta contra o sistema vigente nos relacionamentos humanos. O conceito de amor definitivamente está se perdendo e a sociedade está se deteriorando a olhos nus. Faltou apenas acrescentar aí o fato de, independentemente do sexo, os seres humanos também são tratados como objetos no mercado de trabalho capitalista e selvagem, numa verdadeira novela real de mutantes – onde há vampiros sugando o sangue e cobras engolindo cobras – e de favoritos – onde o juízo final não é baseado na ética e sim em quem se vende melhor.

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