O terceiro trimestre: tempo de espera

Como toda mãe sabe, o terceiro trimestre é o mais difícil. Está é a hora de ser mulher de verdade. A barriga já está bem pesada, a ansiedade já toma conta de nós e a espera parece nunca ter fim. Foi nesse período que eu deixei pronto todo quartinho do Pedro. Enfeitado especialmente para ele, de verde e branco e com muitos sapinhos espalhados. A decoração foi toda feita com ajuda do futuro papai que não mediu esforços para fazer o melhor para o filho. Ah, outra dica. Eu aproveitei a Feira da Gestante que acontece todos os anos em Brasília para preparar o enxoval do bebê. Lá, além de ter muita variedade, tem preços ótimos por causa da concorrência. Fiz também chá de bebê e ganhei fraldas que o Pedro usou até quase um ano de idade. Vale muito à pena. Tudo pronto para a chegada do meu pimpolho. Bem perto de ganhar o Pedro eu tive muitos problemas no meu serviço devido a uma terceirização da área em que eu trabalhava. Vi muitos colegas pedirem demissão e eu, grávida, não podia fazer nada além de esperar. Por isso, minha pressão subiu e meu médico me botou de molho em casa. O perigo de uma eclampsia era grande e eu não podia dar mole para o azar. Assim, entrei de licença no dia 9 de março. Duas semanas antes do grande dia. 

 

Eclampsia

Eclampsia é a forma mais grave da doença pré-eclampsia. A doença é caracterizada pela hipertensão (alta pressão arterial) e proteinúria (presença de proteína na urina). Acomete mulheres na segunda metade da gravidez (após a 20ª semana de gestação).

A causa da pré-eclampsia ocorrer durante a gravidez é desconhecido. Sabe-se, no entanto, que a existência da placenta é obrigatória e que não precisa existir o feto. Alguns tumores placentários provocam pré-eclampsia sem que haja feto. A doença desaparece assim que a placenta sai do organismo da mulher.

A forma mais amena da doença é chamada de pré-eclampsia leve e a mulher pode até não notar sintomas. Por vezes, percebe-se um pequeno inchaço. A necessidade de se realizar um bom pré-natal é imensa durante toda a gravidez. O médico aferirá a pressão e fará freqüentes exames de urina para identificar a doença.

Já na pré-eclampsia grave, além do aumento da pressão arterial e proteinúria, inchaço, pode-se notar cefaléia (dor de cabeça), cansaço, sensação de ardor no estômago e alterações visuais ligeiras. Quando a eclampsia estiver iminente acontecerá hemorragias vaginais e diminuição dos movimentos do seu bebê.

A eclampsia é caracterizada quando a mulher com pré-eclampsia grave convulsiona ou entra em coma. A mulher tem convulsões porque a pressão sobe muito e, em decorrência disso, diminui o fluxo de sangue que vai para o cérebro. Essa é a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.

Em cerca de 10% das gestações há a incidência de hipertensão, em sua maioria, na forma de pré-eclampsia leve. Os casos de eclampsia e pré-eclampsia ocorrem geralmente no oitavo ou nono mês.

Possuem maiores riscos de adquirir a doença as mulheres que engravidam mais velhas ou muito novas, que estão grávidas pela primeira vez, que têm histórico de diabetes, pressão alta, pré-eclampsia ou eclampsia, se há alguém na família que já teve a pré-eclampsia, e obesas. Porém, as mulheres que têm pressão normal e sem histórico também podem ser acometidas.

 

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