A recuperação

No mesmo dia, por volta das 23h, eu fui para o meu quarto com o Pedrinho em meus braços. Lá, me esperavam meu pai e minha mãe. Eles fizeram uma oração por mim e logo após foram embora. Eu não tinha a mínima noção do que me esperava a partir daquele momento.

Mãe de primeira viagem, inexperiente, cheia de medos e também cheia de dores. Naquela mesma noite, tentei amamentar o Pedro várias vezes. Eu não conseguia ao menos me sentar. E ele, tão pequenino, não tinha forças e nem sabia ainda como mamar. Começava, então, o meu martírio para conseguir amamentá-lo. Deram pra ele um complemento de leite e o colocaram para dormir. Lembro-me que o Alê passou a noite inteira com ele no colo para que ele se sentisse mais seguro. No dia seguinte minha mãe chegou bem cedo e liberou o meu marido para que ele pudesse descansar. Eu mal sabia que, ao me levantar, passaria pela pior sensação da minha vida. Minhas vistas escureceram por completo. Meu corpo desfaleceu. E eu fiquei entre o desmaio e a lucidez por longos 20 minutos. Pensei que fosse morrer. Mas, passou. Tudo que eu menos queria naquele dia eram visitas. E foi o que eu mais tive. Afinal, era sábado e ninguém trabalhava. Um entra e sai louco do quarto. O Pedro que não mamava, eu cheia de dores, cansada. De lá pra cá nunca mais visitei uma mulher na maternidade. Fiquei no Santa Luzia até o domingo pela manhã. Eu recebi alta, mas o Pedro ainda não mamava como devia. Apenas uma enfermeira muito dócil e experiente sabia fazê-lo abocanhar o meu seio corretamente. Hoje tenho uma certeza: sair do hospital sem que o bebê saiba mamar é um erro que muitas mães cometem.

As emoções…

Ah… não poderia deixar de falar. Não dormi naquela noite. Não somente por causa das dores, mas era inacreditável que aquele bebê fosse só meu. Lembro-me que olhei suas mãozinhas. Eram cumpridas e idênticas as do Alê. Os pezinhos igualmente parecidos com os do pai. Ele era meu bebê e eu acabara de ter me tornado mãe. Meio louco isso, né?! Além disso, o papai era um babão só. Me recordo que ele dizia: “Obrigado pelo presente. Hoje sou o homem mais feliz do mundo!” (rsrsrs)  Ali, deixávamos de ser um casal e passávamos a ser uma família!

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3 Respostas to “A recuperação”

  1. JACKELINE Says:

    Olá!!Não sou de Brasilia não, morro a 110 km de lá, em Cristalina Go cidade conhecida por seus cristais,maior area irrigada da america latina e uma cidade pequena mais rica em seus potenciais.
    Tenho dois bbs como vc deve ter percebido em meu blog, Ruan 06 anos e Paulo Victor 1 ano e 4 meses veio sem planejar mais muito amado.
    Espero podermos compartilhar nossos momentos bjs.
    Um otimo final de semana a vcs.

  2. Samantha Says:

    Oi Suzy, nossa se eu não tivesse filho ainda eu teria medo das dores, medo de amamentar e medo de quase desmaiar assim.
    Então vou contar lá no blog da minha página na comunidade crescer minha experiencia de parir 🙂 Que foi ótima, mesmo sendo cesárea, para animar assim as futuras mamães!
    É mesmo inacreditável e maravilhoso, cair a ficha de que “fabricamos” um ser humano e temos por ele um amor inexplicável.
    Beijo pra vc e pro Pedro

  3. cris Says:

    ola ;estou gravida de 7mss, tenho 20 anos sou casada, mas tenho muito medo de tudo da dor ,e do sera depois ,nao sei me acho muito nova e tenho medo de nao saber oque fazer ,ja amo muito minha filha ….;

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