Eu quero a vida do Zé Bob!

Hoje é dia de protestar no meu blog: eu quero a vida (profissional) do jornalista Zé Bob, da novela A Favorita (Globo)!  Essa semana foi daquelas. Quase enlouqueci. Aqui somos três jornalistas e um estagiário que, na verdade, já é outro jornalista (apenas sem diploma). Acontece que o assessor do presidente está de férias e o outro viajou para o Sul com a incumbência de cobrir as Olimpíadas do Conhecimento. Conclusão: estou trabalhando por três. O Jornal de Fibra, nosso boletim diário, já faz parte do meu dia-a-dia. Somos dois jornalistas responsáveis por ele. Mas, além de fazê-lo sozinha, tive que cobrir eventos fora e fazer assessoria ao vice-presidente da casa. Em um deles, o governador em exercício do DF fez-me o favor de deixar a mim e a outros jornalistas plantados pela manhã, chegando ao evento ao 12h. Resultado: engoli a comida e fiquei sem o intervalo do almoço. No mesmo dia, fiz matéria pro site, release para imprensa, atendimento de assessoria para os jornalistas que procuram a Federação e, pra fechar o dia, tive que esperar a decisão do Copom sobre a Selic. Ainda ontem tive que chegar mais cedo e preparar um paper para o vice-presidente em dez minutos. Afinal, às 9h tínhamos um lançamento do Banco do Brasil no nosso auditório e o próprio Banco não nos avisou. Correria total. E, justamente nessa semana, tenho prestado mais atenção ao personagem Zé Bob da novela das 8. Ele trabalha em uma redação de jornal. Essa é uma das áreas mais corridas do jornalismo. Muitas vezes o jornalista recebe até três pautas por dia, tem dead line super curto, o que resulta em várias horas extras por dia.  Mas essa não é a realidade do jornalista Zé Bob. Ele não fica na redação, escolhe as suas próprias pautas, não tem hora pra entrar e sair da redação, não recebe broncas da editora e, além disso, vai para o Guarujá (durante a semana) para curtir um marzinho… É de rir. Essa não é a profissão de jornalismo. Aqui mesmo vivemos realidades distintas. Ora realizamos eventos que nos faz usar salto alto, maquiagem, terninho, com as maiores autoridades do DF e do Brasil, ora realizamos eventos em cidades carentes, muitas até sem asfalto, trocamos o terninho por calça jeans surrada e tênis velho. Aqui também escrevemos pra nossa revista, gravamos pra rádio, fazemos produtos internos como o Murão e o Informe do Sistema. Isso é jornalismo. Daí a Globo me faz o favor de mostrar a profissão totalmente deturpada. Não custava ter ido a uma das redações da “Central Globo de Jornalimo” pra conhecer o dia-a-dia de um jornal. Mas, fica aqui o meu protesto, se o que Zé Bob faz é jornalismo, eu quero a vida dele. Por favor! Preciso de um emprego desses!

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7 Respostas to “Eu quero a vida do Zé Bob!”

  1. Elton Pacheco Says:

    Xi, amiga. Os atores costumam fazer o que chama de “laboratório”, que é o que? eles convivem com pessoas reais, que vivem histórias de seus personagens, para poder atuarem de forma mais real. Acontece que o ator que faz o Zé Bob fez laboratório na redação do Ego. E, tipos, serião, trabalhar no Ego deve ser bem isso mesmo: semaninha no Guarujá, cobertura de festas booombantes e coisas do tipo. Você queria? Ô! Eu daria a vida pra escrever todo dia sobre Paris Hilton, Britney Spears e Clodovil. Né? hahahah

    Beijos.

  2. Pai Says:

    Que bronca é essa? Desde quando os autores de novela fazem laboratório? Eles resolvem criar os personagens do geito deles e pronto. Até inventam políticos honestos… bandidos bonzinhos… casias de homosexuais românticos … enfim perde tempo quem fica diante da televisão para assistir a esses lixos. E ainda dizem que a arte imita a vida!

  3. Jackeline Says:

    Olá quanta novidade por aqui li todos seus posts anteriores que não comentei e estou aqui por lembrar de alguns amigos do passado dos sonhos de antes e da minha realidade hj,nunca pensei em ter filhos e hj me vejo com dois rsrs.
    Bom meu trabalho e bem corrido tb mas nada assim tão vamos dizer desnunbrante como o seu não sei se usei a palavra correta trabalhar com tanta gente importante assim deve ser dificil,estamos em mudança de predio e esta um caos.
    Sem contar meus probleminhas domesticos essa semana e uma colica de rins acho que nã passa.
    Mas e a vida o que seria de nos de são fossem nossas lutas.
    Otimo final de semana

  4. Juli Says:

    Obrigada pela visita!

    Muito legal seu blog e lindo seu bb 🙂

    bjo
    Juli

  5. Raquel Says:

    Oie…obrigada pelas visitas

    bjs e uma linda semana

  6. Dany Says:

    Definitivamente a vida não imita a rte e nem vice-versa. Novelas??? humpf… todas iguais… Concorodo com o mestre Paulo.
    Bjks
    Dany

  7. Patrick Says:

    Sabia que eu decidi que seria jornalista antes dos dez anos de idade, inspirado no modelo apresentado na novela “Vale Tudo”? Tinha uma revista dentro da novela em que os personagens da Lidia Brondi e do Marcos Palmeira eram repórteres super glamourosos, daí!
    Imagina hoje o quanto de criança que gosta de escrever e tem no Zé Bob inspiração para ser jornalista quando crescer… Certeza que vão se frustrar daqui a vinte anos! Porque, néam, seguinte-dois-pontos… Jornalista assim na vida real, só os do “Te dou um dado” messss…

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