Mãe de primeira viagem: os medos, a insegurança e todo amor que nasce junto com o bebê

Ser mãe de primeira viagem não é pra qualquer uma. Andar com um bebê na barriga, totalmente seguro, é muito fácil diante dos medos e desafios de ter uma pequena vida que depende apenas de você para sobreviver. Eu me deparei com muitos medos ainda desconhecidos para mim. Confesso que achei que seria muito fácil após ter ajudado a cuidar de três irmãs e dois sobrinhos. Eu “sabia” fazer tudo: trocar fraldas, dar banho, fazer dormir, dar mamadeiras. Tudo lorota! Cada bebê é um bebê e ser mãe não é o mesmo que ser tia. Ainda no hospital eu e o meu esposo decidimos ficar na casa da minha sogra para que eu não precisasse subir três andares de escada (meu apartamento fica no 3º andar). Fomos então, no domingo pela manhã para a casa dela. Pense. Casa de avó é casa cheia. Logo na entrada nos deparamos com uma porção de familiares do Alê almoçando por lá. Eu, cheia de dores, e um monte de gente doida para ver o Pedro. Já começou mal por aí. Muita visita, muita gente por perto, pouco sossego e muita inexperiência. Confesso que tudo o que eu queria era a minha mãe ao meu lado, sem sair dali, como aqueles soldados que são obrigados a passar oito longas horas de pé, sem se mexer. Mas, como estava na casa da minha sogra, só contei com sua ajuda durante o dia. Bem, na primeira noite eu sabia que o Alexandre precisava dormir. Afinal, ele havia virado duas noites sem pregar os olhos. Eu estava muito preocupada com ele. Daí, rezei toda noite para que o Pedro dormisse bem. E assim se fez. Ele só acordou às 6h da manhã. No entanto, isso era um grande erro. Os bebês precisam mamar de três em três horas para se manterem alimentados. Durante todo dia, não consegui amamentar o Pedro direito. Ele não abocanhava corretamente meu seio e nem sugava como deveria. Eu, no entanto, não percebi. Achava que tudo estava certo.

Minha mãe veio logo pela manhã para me ver. Ao dar banho no Pedro, notamos que ele estava muito quentinho. Daí veio o susto: 39° de febre. Eu caí em desespero. Mesmo com o banho, a febre não passou. Colocamos uma roupinha bem leve e, mesmo assim, a febre não baixou. Daí começou o meu calvário. Consegui um encaixe com o pediatra do meu sobrinho que atendia ali mesmo no Guará. O Alê correu e mesmo comigo em pratos, seguimos para o consultório. O Pedro chorava muito. (Claro, ele estava com fome e ainda em fase de adaptação com uma mãe totalmente desequilibrada). O pediatra, ao nos atender, mal olhou o Pedro e já veio me dando muitas lições de como ser uma boa mãe. Tudo o que eu não precisava naquele momento. Eu chorava porque estava preocupada e o Pedro era minha responsabilidade – meu bebezinho com dois dias de vida e uma febre muito alta, podia ser coisa séria. Durante a conversa eu disse que estava na casa da minha sogra. Resultado: levei uma bronca. Imediatamente Dr. Gustavo me perguntou se eu não tinha casa. Em seguida, me deu ordens que voltasse para casa e, num período de 15 dias, não recebesse visitas. Por fim, ele disse que aquela febre era normal e que eu não precisava me preocupar.  Fomos direto para nossa casa. Ao chegar lá, desabei por completo. Chorei por um longo período e pedi perdão para o Alê por não dar conta de cuidar do nosso bebê. Acho que eu estava entrando em uma baita depressão pós-parto. Minha mãe, que estava conosco, preparou outro banho para o Pedro e constatamos que a febre não baixava. O dia foi anoitecendo e o Pedro não melhorava. Corremos desta vez para o Santa Luzia, a fim de consultar os pediatras que deram alta para o Pedro. Enquanto o Alê passava pela emergência com o Pedro, eu subi e encontrei com o meu “anjo da guarda” – a enfermeira Marlene que entendia tudo sobre amamentação. Ao contar o caso, ela me levou para uma sala, tocou os meus seios e me disse que a febre do Pedro era baixa ingestão. Ou seja, ele não estava mamando o suficiente e estava com desidratação. Meu seios, por ventura, estavam completamente empedrados. Ela me explicou que, daquela forma, o Pedro não conseguiria mamar. E fez uma massagem para retirar o leite. Tenho que dizer: nunca senti tal dor em toda minha vida. Uns 20 minutos depois, meu marido e minha mãe subiram com o Pedro. A enfermeira colocou-o na posição correta no meu seio e ele mamou durante longos 40 minutos. Ele realmente estava com fome.

A história continua no próximo post…

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5 Respostas to “Mãe de primeira viagem: os medos, a insegurança e todo amor que nasce junto com o bebê”

  1. Samantha Says:

    Nossa amiga , que perrengue hein? Mas você não ficou no hospital no dia seguinte do nascimento do Pedro? E lá não te mostraram como amamentar, como ver se o neném está mamando mesmo e nem te falaram que ele não podia ficar tantas horas sem mamar????
    Aprendi tudo sobre amamentação no hospital! Com as enfermeiras do berçario. Ligava mesmo durante a madrugada para o berçário e chamava alguém para me orientar. Das últimas mamadas no hospital, eu já chamava a mesma enfermeira e pelo nome dela!
    Passei dois dias no hospital e no segundo minha mãe dormiu comigo, achei um exagero, pois queria que meu marido dormisse lá no segundo dia também e só podia um. Mas foi ela que trocava a fralda de madrugada e me ajudava com o meu banho e com a hora da mamada. Só hoje eu vejo como ela ajudou, pq eu tb achei que estava tudo bem. Quando fomos pra casa fiquei sozinha em todas as noites. E durante o dia, mãe e sogra me ajudavam com as coisas de casa… mas dele só eu cuidava!!!
    Acho que ia pirar se ele tivesse febre, ou qq outra coisa!
    Graças a Deus o Theo foi o melhor recém-nascido que já tinha visto. Só mamava, fazia cocô e dormia 🙂
    Aguardo próxmo post!
    beijo

  2. suzanaleite Says:

    Pois é Samantha… passei um baita susto. Aprendi tudo isso no hospital sim. Mas o Pedro não sabia mamar. Esse era o grande problema. E eu não sabia a quantidade de xixi que devia ter na fralda pra ter certeza de que ele mamava bem. Além disso, minha mãe não ficou comigo durante as noites no hospital pq o Alê queria assumir isso (coisas de pai de primeira viagem). Ela ficou durante o dia… Depois na primeira semana ela e a minha sogra de revezaram e me ajudaram muito. E, daí pra frente, a adaptação foi excelente… isso eu vou contar depois. Bjos, Suzy

  3. Jackeline Says:

    Olá nossa a fase de amamentação e o pos parto e terrivel.
    Eu tive depressão pos parto tb tinha uma vida muito corrida e a nova vida somente m casa com o bb me abalou muito,mas e isso tudo passa e depois fica tudo bem.
    Um bj a vcs.

  4. Andreza Says:

    É por isso que eu tenho medo , pois sou nova 15 anos e estou gravida nao tem muito tempo que casei, mais peguei barriga e tou com medo do que possa acontecer com esse periodo , queria muito ajuda e conselho de quem ja é mae pois é esperiente e eu vai ser o meu primeiro.

  5. ALECY MONTEIRO BESERRA Says:

    OI E MUITO BOM SABE COMO POSSO LIDAR COM O MEU BEBEZINHO QUERO FICA BEM TREINADA PARA A CHEGADA DELE

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