Quatro anos de muito amor e cumplicidade

Durante todo fim de semana, eu e o Alê estaremos trabalhando no Encontro de Casais com Cristo (ECC). Essa será uma oportunidade de “voltar ao primeiro amor” (Ap 2,4). Poderei, assim, experimentar as delícias de Deus, do servir, como o fazia há mais de dez anos, quando ainda era uma adolescente. E, falando nisso, amanhã, dia 27/9, completam-se quatro anos que eu e meu esposo iniciamos o nosso namoro. Parece pouco para quem namorou, noivou, casou e já tem um lindo bebê. Mas nossa história iniciou-se justamente quando começou minha caminhada na Igreja. Era março de 1997. Eu, com meus 14 anos, fazia o primeiro dos muitos cursos que viriam em minha vida na Igreja. Era o Curso de Formação de Evangelizadores, mais conhecido como curso de Evangelização. O Alê acabara de fazer o curso em outra paróquia e vinha participar conosco para, no fim daquele mês, evangelizar de porta em porta. Ele era quatro anos mais velho. Não tão moço como eu. Mas, mesmo assim, já me fitara com seus olhares. Jovenzinha, observei-o, mas não passou disso. Ali, nascia uma grande amizade.

Poucos meses depois, já membros da Escola de Evangelização São Paulo Apóstolo, resolvemos montar um grupo jovem para aquelas moças e rapazes que compunham o grupo da Escola. Era preciso segurar os jovens de alguma forma. Montamos, então, o Juev (Juventude Evangelizadora). Este grupo transformou a vida daqueles jovenzinhos, tornando-os homens e mulheres virtuosos. Os que foram fiéis ao chamado de Deus e cresceram lá, não se perderam. Eu e o Alê assumimos a coordenação do grupo por alguns anos. Eu era o lado espiritual e ele o racional. Isso nos trazia brigas intermináveis e, até, hilárias. Lembro-me que numa dessas discussões, mandei-o rasgar a Bíblia, já que seus argumentos eram puramente científicos (rsrsrsrs). Coisas da imaturidade juvenil. Ele era conhecido como herege por questionar demais as coisas de Deus. Pe. Quevedo era seu mestre. Imaginem no que davam essas leituras… Mas ele sempre fora um jovem muito comprometido com a obra e, especialmente, com Cristo. Os questionamentos faziam parte da idade e da sua inteligência que o enchia de porquês… Meu pai se desdobrava para responder suas perguntas, muitas vezes absurdas.

Assim cresceu nossa amizade. Sob os olhos de Deus. Ali os planos do Senhor já estavam traçados, embora eu não tivesse a mínima idéia disso. Dizer que um dia eu e o Alê namoraríamos era, no mínimo, uma heresia. Impossível. Não nos parecíamos em nada. Eu era brava, séria. O Alê o mais engraçadinho da turma, aquele que tirava piada de tudo. Eu adorava as espiritualidades, ele queria saber, saber, saber… Portanto, os opostos. Anos se passaram. O Alê saiu da evangelização por causa de um namoro. Eu, por minha vez, namorava há muitos anos e sofria horrores de um namoro que nunca daria em nada. Neste período eu permaneci firme e forte no grupo, aonde cheguei a assumir a coordenação e gastar todo meu suor no propósito único de evangelizar. Passei muito tempo pedindo a Deus o meu José verdadeiro. Queria o escolhido de Deus pra mim.

Anos mais tarde, os nossos relacionamentos acabaram-se, trazendo-nos ao mesmo destino e ao mesmo local. O Alê regressou à Escola de Evangelização. Eu, enquanto coordenadora, o recebi com amor de um amigo que permanecia em meu coração. Eu já estava sozinha há um tempo. Não queria mais namorar e sofrer. Estava dando um tempo para me recompor. Logo começamos a sair juntos, já que a evangelização era repleta de casais e nós sobrávamos naquela realidade. Cinema, restaurantes, shoppings, hallel, encontros… Conversávamos, ríamos muito e começamos a nos enxergar de forma diferente. O amor da amizade estava se tornando outro amor. Aquilo me assustou de imediato. O Alê era meu amigo, nada mais. Um grande amigo daqueles que queremos guardar para sempre. Mas, ao passo que eu conhecia seu interior, eu me encantava mais com ele. Era fato que ele havia amadurecido naquele tempo de ausência, o rapaz tornara-se homem, e um homem admirável. Mas eu não queria estar apaixonada por ele. Era arriscado demais. No entanto, era inevitável não perceber as suas intenções e ver que ele também estava admirado com a outra Suzana que descobria. Ali Deus já nos enchia de amor um pelo outro, mesmo que em nosso íntimo. (Nesse período, participamos juntos de uma  adoração ao Santíssimo Sacramento. Em determinado momento, uma de nossas irmãs veio-o a mim e disse-me que o tempo de espera havia acabado e que o meu José estava ao meu lado. Outro irmão fora ao Alê e dissera a ele que ele não sofresse, sua Maria estava mais próxima que ele imaginava. Era a mulher que Deus havia escolhido pra ele. Ninguém sabia o que se passava em nossos corações. Mas Deus sabia. Meses depois, partilhamos isso um ao outro.)

Quando percebi que o sentimento que eu nutria dentro de mim era sério por demais, falei ao Alê que gostaria de vê-lo apenas nas reuniões. Nossos encontros estavam ficando muito freqüentes. Não queria me decepcionar e me magoar novamente. Tinha prometido a mim mesma e a Deus que não erraria de novo. Ele não só não aceitou minha proposta como deixou claro suas intenções. Era arriscado. Se não desse certo, perderia um grande amigo e me magoaria mais ainda. Nesta ocasião, meu pai me dissera que eu estava decidindo “apostar na bolsa”. Podia perder tudo ou ganhar tudo. Decidi, então, apostar. O nosso namoro foi um dos períodos mais lindos e felizes da minha vida. Aquele homem era gentil, carinhoso, imprevisível e cheio de pequenas surpresas. Descobri que o amor pode SIM ser correspondido, e como era bom sentir-se querida, amada. Era a promessa de Deus sendo cumprida em minha vida.

 Com poucos meses de namoro, o Alê me pediu em noivado. Achei aquilo uma loucura. Afinal, tinha pouquíssimo tempo que estávamos juntos. Mas ele foi em frente. Falou com o meu pai e com cinco meses de namoro, mas precisamente no dia 19 de março, dia de Sâo José, esposo de Maria, noivamos. Fizemos uma missa inesquecível no escritório da evangelização, localizado na Paróquia São Paulo Apóstolo. Dali a nove meses, em 19 de novembro de 2005, nos casamos. E, em 1º de agosto de 2006, descobri que estava grávida: o fruto do nosso amor estava por vir. Obrigada Senhor pelo meu amado esposo. Pelo grande homem que me deste de presente. Que esse Encontro de Casais sirva pra nos unir ainda mais. Que nossa família seja a cada dia mais parecida com a Família de Nazaré, onde tu, Jesus ,é o centro. Entrego a Ti Senhor nossas vidas, porque elas são tuas. Que ela cresça segundo os Teus planos. E que nós possamos sempre ser fiéis um ao outro na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias de nossas vidas, até que a morte nos leve para junto de Ti, Senhor. Amém!

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9 Respostas to “Quatro anos de muito amor e cumplicidade”

  1. Monalisa Says:

    Suzy, linda história! Parabéns pelos quatro anos! E que Deus continue abençoando vocês!!! Beijos

  2. Samantha Says:

    Snif… ainda bem que comecei a ler antes do almoço, voltei e terminei de ler agora, que ninguém voltou ainda, assim ninguém viu as lágrimas que desceram aqui.🙂 História de amor mais linda essa!
    Eu achei o encontro de casais maravilhoso. Não sou católica praticante, não fiz primeira comunhão, nunca tinha ido a uma missa de domigo, enfim não conhecia a Igreja, não conhecia Jesus. Apenas fizemos questão de casar na Igreja. Mas depois de casados continuamos não conhecendo Jesus. Numa crise que durou quase um ano entre indas e vindas é que uma amiga nos inscreveu no ECC. TUDO mudou na nossa vida nesse final de semana. Eu conheci melhor Jesus e via claramente Ele agindo nas nossas vidas. As coisas melhoraram por um tempo, mas depois apareceu outra crise e assim eu pude resistir graças a fé que eu tinha Nele. Consegui perserverar e orei muito e me sentia muito próxima Dele e fortalecida. Um ano depois já grávida do Théo, ajudamos a realizar o ECC, e achei ainda melhor fazer do que receber.
    Beijo grande, e parabéns pelo aniversário de casamento!!!!

  3. Paizinho Says:

    Você brigavam que nem cão e gata…E você dizia que ele seria o último homem que você namoraria nesse mundo… Profecia???

    Parabéns para os dois (três).

    Beijos, amo vocês.

  4. Denise Says:

    Suzy, que lindo!!!

    E que Deus os abençõe cada vez mais e mais mais… mais!

    Parabéns pelos quatro anos de amor, união, amizade!

    Beijinhos,

  5. Diploma à Vista Says:

    Nossa Suzy, que texto show!
    Parabéns pro casal!

  6. Kelly Says:

    Que linda historia…
    Deus faz mesmo muitas maravilhas na vida dos seus filhos.

    Parabéns pela linda familia e que Deus continue abençoando vcs cada dia mais.

    Muitas beijocas, felicidades e um lindo fim de semana
    bj

  7. nelma Says:

    ai suzy..ate chorei!!!é linda a sua história com o alê (como vc o chama), e como estou sensivel, ainda to chorando…estou passando por uma crise e DEUS vai me ajudar..ñ sou católica praticante, fiz 1ª comunhão só pq minha sogra fez questão que eu casasse a igreja, mais eu gostaria muito que eu e meu esposo fossemos mais ligados a DEUS, em obras como o ECC, que ajudam a unir mais ainda os casais, estamos precisando…lembro da reunião para o casamento e no momento ñ estamos cumprindo o que escutamos e nos ensinaram..temos 10 anos e 09 meses juntos muito tempo..e como sempre digo ñ me casei para separar então eu vou passar por isso e ser muito mais muito feliz com ele e meus filhos!!!!reze por mim…bjsss e parabéns pelos 4 anos juntos!!!!

  8. Rêh Says:

    Parabéns irmã!!!!!!!!!!

  9. Dany Says:

    Amiga,

    Sou testemunha desse amor. Acompanhei parte da tua história e ao ler esse texto, passou um filme na minha cabeça.

    Amo vocês!!!

    Da madrinha mais que demais!!!! he he he

    Bjks

    Dany

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