Seis anos de história…

Hoje, dia 27 de setembro, completam-se seis anos desde o primeiro beijo entre eu e o Alê. Embora já faça 13 anos que nós nos conhecemos, foi em 2004 que começamos a namorar. E logo hoje pela manhã escutei a música Eduardo e Mônica, do imortal Renato Russo, em que o refrão diz: “Quem um dia irá dizer que existe razão das coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?”. Ri sozinha no carro. Afinal, não foi isso mesmo que aconteceu conosco.

Meu marido afirma que não existe amizade entre homem e mulher. É radical, eu sei. Mas é fato também que éramos amigos. E se tinha um camarada que eu nunca imaginei namorar este era o Alê. Gostávamos um do outro, sim. Mas tínhamos defeitos e qualidades que não se encaixavam, o que inviabilizava quaisquer outros tipos de relação senão a amizade. Além disso, nós sabíamos tudo da vida um do outro. Ex-namorados, comportamento em geral, pensamentos sobre a vida e o futuro, relacionamento familiar, dias de sofrimento e ouros de alegria… tudo o que se conta pra um amigo de verdade.

Depois de um relacionamento frustrado, passei a pedir pra Deus um “José” ou a minha tampa da panela. Precisava de alguém que me entendesse, que compreendesse meus princípios cristãos e que pensasse como eu. Era necessário que fosse assim. Caso contrário, seria mais um relacionamento fracassado. E assim se fez.

Na virada do ano de 2003 para 2004, eu fui pra Canção Nova (Cachoeira Paulista) com alguns amigos de Igreja. Lá, desafiei Jesus. Eu não queria namorar por namorar. Queria um bom rapaz ao meu lado, com quem eu pudesse me casar. E assim disse a Jesus: “Não namoro neste ano. Mas meu próximo namorado será meu esposo”. Assim, me comprometi com o Senhor de esperar aquele que Ele havia reservado pra mim.

Jamais imaginei que esse José poderia ser o Alê. E quando digo jamais, é jamais mesmo! Ele estava noivo, fazia cerca de quatro anos que não tinha mais contato comigo – ele saíra do grupo que participávamos na Igreja, e eu rezava por alguém que ainda não tinha nome em minha vida.

Alê terminou o noivado. E, como o filho pródigo, buscou o abraço do Pai no grupo que participávamos quando jovens. Eu permanecia lá. Agora, como coordenadora. É claro que ele foi acolhido. Toda a comunidade o acolheu de braços abertos. Não nos esquecíamos daqueles que serviram um dia e, por algum motivo, saíram do grupo.

O fato era que a Escola de Evangelização São Paulo, como se chamava, teve por base/fundamento um grupo de jovens chamado Juev – o qual eu e o Alê coordenamos no fim da década de 90. Os componentes permaneceram, se casaram e tiveram filhos. Poucos ainda estavam solteiros e eu era um deles. Com a volta do Alê, eu tinha um companheiro pra evangelizar, pra sair e pra até poder jogar conversa fora. Aí começou nossa história.

Passeios, telefonemas, atividades da Igreja e a ajuda do MSN pra esquentar a coisa. Resultado: quando percebi já estava mais que envolvida. E “quem um dia irá dizer que existe razão das coisas feitas pelo coração?” Eu não posso dizer que tenha razão alguma. O Alê era (ainda é) muito brincalhão. Eu sou séria demais até. Ele é engenheiro da computação, eu jornalista. Ele vascaíno, eu flamenguista. Ele muito racional, eu muito emocional. Mas ambos somos cristãos convictos da presença de Deus em nossas vidas. Isso fez a diferença.

E eu percebi que Deus queria. Era a vontade de Deus se cumprindo. Rezei, Deus cumpriu. Na verdade, o Alê sempre esteve nos planos de Deus, só que na hora dele. Eu e ele precisávamos amadurecer. Se nós dois não tivéssemos sofrido em relacionamentos anteriores, talvez não déssemos o devido valor em nosso relacionamento. E, assim, pudemos descobrir um amor verdadeiro, escrito por Deus, e, inclusive, recíproco.

Portanto, mesmo com muito medo de namorar o amigo e perder o amigo, decidi deixar acontecer. Como diria Lulu Santos, “Quando um certo alguém desperta o sentimento, é melhor não resistir e se entregar”. Foi o que fiz. O Alê deixou mais que claras as suas intenções. Eu tinha medo. Mas já era tarde. A paixão já fazia meu coração bater mais forte quando falava com ele.

 Assim, naquele dia 27 de setembro de 2004, o Alê me buscou na Radiobrás, onde eu trabalhava. Faltei aula na faculdade. Fomos pro Parque da Cidade e sentamos à beira do lago. Contemplávamos a natureza e a natureza nos contemplava. O luar iluminava a noite e a brisa soava em nossos ouvidos. Sentamos diante um do outro e tocamos nossas mãos. Mãos trêmulas, as minhas, e suadas de nervoso, as dele. Surgiu o primeiro beijo. Ali nascia e se concretizava o nosso amor. Cinco meses depois, noivamos. Dali a nove meses, casamos. E, com sete meses de casados, engravidei do nosso pequenino amor, o Pedro.

São seis anos. Claro… a rosa trás consigo espinhos. Mas eles podem ser retirados e é isso que fazemos dia a dia. Nos lapidamos para que o outro seja feliz.

Então, hoje é dia de agradecer ao meu amado. Agradecer por esses seis anos de convivência. Pela linda história de amor que temos construído. Pelo filho que o nosso amor gerou. Pelo dia a dia em que vencemos nossas próprias limitações. Pelo nosso caminhar na Igreja. Pelo desejo de aumentar a prole. Pelos sonhos que se tornaram realidade. E por todos os planos que ainda serão concretizados. Obrigada mesmo. Hoje sou feliz e essa felicidade é calcada em nossa família.

Te amo ontem, hoje e sempre.

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Uma resposta to “Seis anos de história…”

  1. Alexandre Says:

    Viu como eu tirei a sorte grande de ter casado com está linda e apaixonada esposa?
    rsrsrsrsrsr

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