Então é Natal…

Então é Natal… Sempre amei esta data. Na minha infância, embora naquela época meus pais não fossem católicos, o Natal já era celebrado envolvo em sentimentos de amor, partilha, doação, confraternização. Lembro-me que eu contava os dias, as horas e até os minutos para a noite de Natal. Minha mãe passava grande parte do dia 24 preparando a ceia com todo carinho e capricho. Peru de Natal, chester, farofa, o famoso salpicão, a rabanada preferida do meu pai e muito mais. Pouco a pouco, a mesa ia sendo posta, sempre forrada de vermelho e ornamentada com frutas natalinas. A ceia sempre foi servida após a meia-noite. Também somente a essa hora podíamos abrir os presentes. Era no Natal que ganhávamos os melhores presentes. É certo que era apenas um presente. Nem mais, nem menos. Apenas um. Mas, imagino que meus pais passavam o mês de dezembro procurando o presente que melhor agradaria cada filha. A noite de Natal era a noite mais feliz do ano, mais especial.

Hoje, estou casada, tenho meu filho, minha família. Hoje, meu Natal continua tendo todos os sentidos que tinham quando eu era criança, mas tem algo ainda mais especial. Meu Natal tem Jesus. Tive a graça de conhecer a Cristo ainda na minha adolescência. De lá pra cá nunca fiquei longe do meu Senhor. É claro que houve épocas que eu servia mais e era mais ativa na Igreja. Mas eu nunca me afastei do meu ‘amado’ Cristo.

Portanto, meu Natal não tem apenas a árvore enfeitada com bolas vermelhas e douradas. Meu Natal tem o presépio esperando ansiosamente a chegada de Jesus. Desde que eu casei, eu e o Alê sempre fizemos a Novena de Natal. Neste ano, em função da proximidade com a casa da minha sogra, rezamos em mais pessoas. A bisa, Natália, foi a mais feliz, já que adora ver os netos rezando. E como o Pedro já está maior e também já sabe rezar, ele nos acompanhou no terço durante os nove dias.

O presépio está montado no quartinho do Pedro. Ele já sabe que o menino Jesus só pode sair da caixa quando o a noite de Natal chegar. Ele sabe também que Jesus não era rico e que nasceu humildemente num estábulo, rodeado de animais. Os reis magos levaram presentes consigo. E o Natal, na verdade, é o aniversário de Jesus, por isso todos comemoramos.

O que mudou na minha noite de Natal é que eu não tenho mais uma única família. Tenho muitas. Assisto a missa de Natal às 18h numa paróquia da região. Corro pra casa, me arrumo e vou à casa da minha irmã, Renata, pois é lá que o Natal acontece com a minha família. Fico até umas 23h e sigo pra casa da bisa. Lá, toda a família do Alê, que é enorme, já está reunida. No dia seguinte, vou à casa do meu pai e ceio com ele também. Afinal, ainda é dia 25.

Também não sou eu que faço a ceia de Natal. Quando muito, arrisco uma sobremesa. Mas o brilho do Natal, os sentimentos bons e a deliciosa espera permanecem como sempre. A diferença é que eu descobri que tudo isso só é possível por que um dia Deus encarnou e nasceu por amor a nós.

Com esse sentimento, eu desejo aos leitores e às leitoras do Dias de Mãe um Feliz Natal. Que o menino Jesus nasça primeiro em nossos corações, que o verdadeiro presépio sejam nossos lares e que os presentes não sejam apenas para as pessoas amadas, mas que presenteemos o menino Jesus com o nosso SIM incondicional a ele.

Um abençoado Natal.

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