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Arcebispo emérito de Brasília Dom João Braz de Aviz é criado Cardeal pelo Papa

abril 3, 2012

Caros,

Confiram minha matéria publicada na última edição da Revista Brasília Católica, acerca do cardinalato de Dom João Braz de Aviz, ocorrido em Roma, em fevereiro passado.

Por Suzana Leite

Cidade do Vaticano – Exatamente às 11h15 da manhã (horário de Roma), do dia 18 de fevereiro, quando soavam os sinos da Basílica de São Pedro, o brasileiro Dom João Braz de Aviz (64) foi criado Cardeal pelo Papa Bento XVI. Neste momento, durante Consistório Ordinário Público, o Arcebispo emérito de Brasília proferiu juramento de fidelidade e obediência ao Santo Padre e a seus sucessores e recebeu os sinais cardinalícios das mãos do Sumo Pontífice. Primeiramente, o Papa impôs o barrete purpurado sobre a cabeça do novo Cardeal. Em seguida, colocou em sua mão direita o anel cardinalício. Por fim, designou-lhe o título de diaconia. Naquela manhã de céu azul, a Igreja Católica Apostólica Romana acabara de ganhar, juntamente com Dom João, 22 novos cardeais, considerados “Príncipes da Igreja”.

O Consistório atraiu pessoas de toda a terra, de todos os povos, de todas as línguas. A Basílica de São Pedro, que tem capacidade para comportar 60 mil pessoas, ficou pequena para tantos fiéis e aquelas que não tiveram acesso ao interior da basílica buscaram a Praça de São Pedro que, por sua vez, também ficou repleta dos que observavam a cerimônia transmitida pelos telões instalados no local.

As insígnias recebidas pelos cardeais foram criadas em 1245 pelo Papa Inocêncio IV. O anel cardinalício é símbolo da fidelidade ao governo pontifício da Igreja. Os 22 novos anéis entregues neste consistório continham a representação de São Pedro e São Paulo e, no centro, uma estrela que evoca Nossa Senhora. A respeito do anel, disse o Papa Bento XVI, na ocasião: “Trazendo este anel, sois convidados diariamente a recordar o testemunho de Cristo que os dois Apóstolos deram até ao seu martírio aqui em Roma, tornando assim fecunda a Igreja com o seu sangue. Por sua vez a evocação da Virgem Maria constituirá para vós um convite incessante a seguir àquela que permaneceu firme na fé e serva humilde do Senhor”.

Já o chapéu vermelho, ou barrete purpurado, é símbolo do poder sagrado de servir ao Papa. A entrega do barrete foi precedida da seguinte oração: “Para a maior glória de Deus onipotente e o bem da Santa Sé, aceita este barrete púrpura, insígnia singular da dignidade cardinalícia pela qual e até á morte, mesmo que na efusão do sangue, com intrépido vigor defenderás a fé, promoverás a paz e o bem do povo cristão e promoverás a liberdade e a expansão da Santa Igreja Romana. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

 Ainda na oportunidade, Dom João recebeu o título de Cardeal-diácono de Santa Helena fora da Porta Prenestina. Os títulos cardinalícios concedidos aos novos cardeais são igrejas da diocese de Roma, cujo nome e propriedade estão ligados a um cardeal no momento da sua criação. Além disso, o brasão de armas de Dom João reitera o lema de seu episcopado: “Para que todos sejam um” (Jo 17,21).

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