Mães e pais negligentes, até quando?

Hoje eu resolvi escrever para o blog como meio de desabafo. As boas mães – e porque não dizer também os bons pais – vão me entender. Haverá leitores que irão me criticar. Que critiquem. Para mim, ter filhos é uma decisão que deve ser muito bem pensada. Além da enorme alegria que um filho traz ano nascer, consigo nascem inúmeras responsabilidades que serão para toda a vida. Isso deve ser levado em consideração.

No entardecer deste domingo, resolvi levar o Pedro a um parquinho que fica próximo à minha casa. Estávamos sem nenhuma programação para aquele momento e decidi levá-lo para brincar. Ao chegar ao local, logo vi que havia outras muitas crianças a brincar. Normal para um fim de semana. O fato é que havia crianças que mal sabiam andar, algumas pouco mais crescidas que o Pedro e, ainda, outras com seus 10, 12 anos.

Dei-me o trabalho de contá-las. Eram cerca de 20 a 25 meninos e meninas… Sozinhas! Uma única mãe estava comigo no local olhando seu filho de três anos. As demais crianças estavam largadas à sua sorte – o parquinho fica ao lado de uma das rodovias mais movimentadas de Brasília. Os meninos maiores rodavam os brinquedos em grande velocidade, jogavam areia nos menores e brincavam de forma agressiva.

Cerca de 50 metros dali, havia um quiosque com uma festa a base de muita bebida e música ao vivo (leia-se pagode). Percebi que as mães iam e vinham olhar suas “crias”. Outras brigavam com os “maiores” que deviam olhar e brincar com os “menores”. Vi crianças se machucando, outras literalmente comendo areia, outras correndo perto da pista… E aquelas mães aproveitando o domingão como se solteiras fossem.

Quando o assunto é ser mãe, sou radical mesmo, critique-me quem quiser criticar. Meu filho sempre está debaixo dos meus olhos seja para qual lugar eu for. Já me chamaram de exagerada, de mãe superprotetora, etc. Qualifiquem-me como quiserem. Dou-lhes este direito. Mas as vezes que me filho caiu, se machucou, eu estava ali para dar-lhe a mão. Não que o Pedro não possa brincar como uma criança normal, nem ao menos comer areia como toda criança já fez um dia. O que penso, no entanto, é que os pais são responsáveis pelo bem-estar e, claro, pela segurança de seus filhos.

Vi crianças pequenas, de três, quatro anos, correndo perto da rodovia. E se uma delas corresse um pouco a mais e, Deus nos livre, ser atropelada? E se acaso se machucassem nos brinquedos que rodopiavam a mil por hora, conduzidos por adolescentes? Nesta hora, mães leitoras, não há como culpar as crianças, nem como culpar a Deus. Falta de responsabilidade diante dos filhos é algo que eu não admito e que, inclusive, condeno.

Optar por ser mãe é optar por ter sua vida mudada para sempre, por completo. Uma criança faz-nos readaptar nossas rotinas e até nossas vontades. Crianças têm horários e necessidades diferentes dos adultos que devem ser respeitados.  Eu nunca mais dormi até tarde, não posso me dar ao prazer de não cozinhar no fim de semana e fazer apenas um lanche, não posso mais viajar e fazer aqueles passeios intermináveis que eu adorava, não posso esquecer o protetor solar quando estou na praia… são apenas pequenos exemplos de uma nova vida.

Ser mãe é uma escolha. “Acidentes” já não são mais perdoáveis nos tempos de hoje. Todo mundo sabe como se engravida, não?! Uma criança depende de atenção 24 horas por dia. Caros pais e caras mães, ter filhos não quer dizer abdicar de si mesmo, mas de readaptar-se às necessidades de um ser que depende totalmente de nós. Ser pai e ser mãe é se antecipar aos perigos e evitá-los. É cuidar, é amar. Já vi casos fatais e pais que nunca mais irão se perdoar de terem sido negligentes. O adulto tem que se antecipar às crianças. Por isso, somos pais e não mais somente filhos.

É esse o motivo que me levou a escrever para o meu tão abandonado blog. Pois canso de deparar-me com mães que delegam a criação de seus filhos a outras pessoas, que não estão preocupadas se as crianças comeram, se tomaram banho; que levam-nas à exaustão em festas; que não se sentam para fazer uma tarefa com seus pequenos; que as deixam jogadas na casa dos outros, nas ruas; que não se preocupam com sua segurança, etc.  

Essa realidade não dá pra mim. Portanto, aspirantes a pais, pensem antes de entrar nesta jornada. É uma decisão sem volta. E queridos pais, amem os vossos filhos. Eles são presentes que Deus confiou a nós. Esse é o meu apelo e a minha indignação!

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2 Respostas to “Mães e pais negligentes, até quando?”

  1. Rafael Says:

    Olá Suzana! Estava navegando e me deparei com seu blog! Fomos colegas de faculdade e foi uma alegria ver que tudo está bem, que você tem um lindo filhinho e vive com empenho o seu matrimônio. De fato, esse desabafo retrata uma realidade triste mas frequente. O que resta é fazer o que nos cabe (a mim ainda não, pois ainda não me casei) e pedir a Deus que guarde essas crianças entregues a própria sorte.
    Felicidades e que Deus abençoe a sua família.
    Um abraço
    Rafael

  2. DEVANETE Says:

    ola, Suzana obrigada por escrever esse poste, tomara que ele tenha sido lido por quem realmente precisa, faço minhas suas palavras elas sao a mais pura realidades. como voce disse eu tbem sou bastante criticada e taxada de superprotera etc, mas eu nao ligo e penso mesmo que devemos sim nos antecipar ao perigos, claro que como seres limitados que somos nao podemos evitar tudo, mas devemos fazer sim tudo que tiver ao nosso alcance para defender nossos filhos SIM!!! DEPOIS DE DEUS ELES SAO O QUE TEMOS DE MAIS IMPORTANTE NA VIDA, BOM ISSO PRA QUEM E PAI E MAE DE VERDADE.

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