Archive for the ‘A jornalista’ Category

I’m in London!

outubro 9, 2011

Eu que nunca havia sequer pensado em cruzar as fronteiras do Brasil por qualquer razão de seja, incluindo viagens a passeio, desembarquei, no último domingo, no aeroporto internacional de Londres, Heathrow, mais precisamente no terminal 1. Isso mesmo. Amanhã faz uma semana que estou numa das cidades mais lindas e cobiçadas da Europa, criadas às margens do Rio Tâmisa, que passa aqui aos fundos do Hotel Hilton Canary Wharf, inclusive.

Adoro viajar. Quem não gosta? Mas amo meu País e todos os anos planejo uma boa viagem pros mais belos cartões postais nacionais, locais onde encontro tranqüilidade, natureza e tudo o que é necessário pra esfriar a cabeça e recarregar a bateria.

Tenho feito viagens a trabalho pra cobrir eventos. Do Sul ao Nordeste brasileiro, se precisam de jornalista da instituição em que trabalho, estou lá. Mas desta vez foi diferente. Primeiro minha chefa pediu-me para que eu providenciasse meu passaporte. Ok. Obedeço ordens e mesmo sabendo que eu ia jogar pela janela os R$ 156,00 que a Polícia Federal cobra pra fazer o documento, fiz meu pedido e agendei a visita ao Na Hora de Brasília. Não havia a menor possibilidade de que hoje, por exemplo, eu estivesse escrevendo este relato direto de Londres. Jamais um jornalista do local onde trabalho fez uma viagem ao exterior. É caro e o motivo tem que ser bem plausível pra isso acontecer.

(more…)

Família separada por viagens…

maio 24, 2011

Pedrinho, eu e o Alê iremos passar uma experiência totalmente nova nesses dias. O Alê está fazendo um curso a trabalho em São Paulo, que já está durando alguns dias. A distância, embora doa em mim e no Pedro, é amenizada aos fins de semana, quando ele volta para casa.

Só que amanhã é minha vez de viajar a trabalho, e coincidir datas de viagem jamais aconteceu conosco. Pedrinho, que nunca dormiu fora de casa, terá que passar quase uma semana sem nós dois. Ele jamais passou uma noite longe de mim ou do Alê e não sabemos como será sua reação.

Eu sigo pra Salvador, mas meu coração de mãe ficará em casa, junto com meu pequeno. Só não vou mais preocupada, porque tenho um anjo na minha vida, que é minha sogra. Ela me ajuda a cuidar do meu pequeno desde que voltei a trabalhar e eu não tenho palavras pra agradecer tanto carinho e amor pelo meu filho.

A saudade de ficar longe do meu filho eu já conheço e, confesso, é angustiante. Ano passado fiz algumas viagens a trabalho e não é nada legal ficar tantos dias longe do meu pequeno. Mas trabalhar faz parte da vida e essas situações são inevitáveis.

Acho, inclusive, que será um momento de crescimento para todos nós, que somos tão apegados um ao outro. Vamos ver no que isso vai dar.

Respostas de Deus pra mim

março 19, 2011

Ultimamente tenho tido alguns problemas na minha vida profissional. Sou daquelas pessoas que zela até demais quando o assunto é trabalho. E, claro, por isso, espero demais. Algumas coisas andaram mudando no meu serviço e me aborreceram por demais. Com o ocorrido, tenho pedido a Deus algumas respostas. E Deus sempre se compadece de mim e me mostra algo além do meu sofrimento.

Certo dia, levei meu filho pro coleginho. Um de seus coleguinhas estava chorando. Percebi que ele está chorando quase sempre quando deixo o Pedro. Fiquei sabendo que o motivo do choro é porque seus pais estão em processo de separação. Início da resposta de Deus.

(more…)

Na contagem regressiva para as férias

outubro 20, 2010

Novembro está chegando e, com ele, as minhas férias. Faltam apenas alguns dias pra eu curtir meu justo descanso e, como podem ver, já estou na contagem regressiva. Confesso que quando escolhi o jornalismo por profissão não pensei nas consequências futuras, como não ter horário, ser a última a chegar em casa (sempre) e nunca gozar dos feriados e sempre estar em pauta nos fins de semana.

Contudo, não é hora de lamurias. Afinal… o Caribe brasileiro me espera. Isso mesmo. Após pesquisarmos alguns destinos e, inclusive, depois de ter congelado no Sul quando estive em Bento Gonçalves (RS), o destino destas férias será Maragogi (AL). Eu e o Alê queremos colocar as pernas pro ar e esquecer que o resto do mundo existe – precisamos disso, juro. Então, vamos pra um resort na localidade, com sistema all inclusive, para que nós não tenhamos preocupação com absolutamente nada além de nos lambuzar de protetor solar de duas em duas horas.

(more…)

A culpa

abril 17, 2010

Escrever para mim é a melhor forma de desabafar. E hoje estou mais que necessitada. O que sinto se resume em uma pequena palavra: culpa. E a culpa da minha culpa está diretamente ligada ao tempo. Aliás, à falta dele. O grande problema é que, definitivamente, 24 horas não são o suficiente para que eu cumpra os diversos papéis da minha vida: esposa; mãe; profissional; filha; amiga; dona de casa; mulher.  Daí eu já começo o dia me sentindo culpada. Preciso fazer uma atividade física. Solução: academia. Contudo, só se for às 6h30 da manhã. Eu quero e necessito conquistar uma rotina, mas meu corpo sonolento e ainda exausto do dia anterior não me deixa levantar. A culpa já toma seu lugar de honra do dia, avisando-me, ainda, que o mês da academia já foi pago e o dinheiro está indo pro lixo. Acordo, então, e começo a correr. Após o banho, o drama para escolher a roupa do dia. Digo drama porque engordei e minhas roupas não entram mais. Daí, restam-me aquelas que tive coragem de comprar maior. Visto-me, culpada porque não fui pra academia resolver o problema do peso. Preparo a mochila do Pedrinho, o uniforme e o lanche. Dou banho no pequeno, enquanto preparo o leite e o pão da manhã. Troco a roupa do Pedro, brigo na hora de escovar os dentes dele e saio disparada pra deixá-lo na casa da minha sogra, antes de ir para o trabalho. É claro que a culpa já me pega de jeito. Estou atrasada, como sempre. Afinal, eu e o relógio, vulgo tempo, não nos entendemos bem. A culpa também começa a me lembrar que este é um dos poucos momentos que eu tenho com o meu filho durante o dia. Chego no trabalho. Digo “bom dia!” constrangida e com a culpa estampada no rosto pelos 20 minutos de atraso. Ligo o computador e busco um café para acordar de vez. A minha mesa no trabalho, com papéis espalhados pra todo lado, já denuncia: as coisas não estão bem e há acumulo de serviço. Entro na net e aproveito pra dizer “bom dia!” pro meu marido por e-mail ou pelo gtalk. Já entro no site da Folha, do G1, do correioweb, do Estadão, da CNI, do governo federal, etc e vejo o que tem de bom pro meu jornal no dia seguinte. No meu e-mail do trabalho, a chefa me lembra, com uns dez e-mails, das pendências daquele dia. Reunião, pauta pro Jornal, release do Sesi, revisão de um texto, cobertura de um evento, matéria que não foi pro site, contato com os jornalistas… O telefone toca. É meu pai ou minha mãe. Faz duas semanas que não os vejo. A culpa me recorda, mais uma vez, que está ali, sentada ao meu lado, como companheira fiel. Não tenho tempo pra minha família, nem marido e filho, que dirá pais e irmãs. Mas ainda bem que existe o telefone. A saudade já diminui. A manhã é curta e logo passa. São meio-dia. Preciso engolir a comida e correr de volta pra casa da minha sogra. Antes, passo na padaria e compro alguma coisa bem gostosa para o Pedro levar no lanche (o suco e a fruta eu já mandei de manhã). Chego à casa da minha sogra, dou banho no Pedro  (é mais um momento que tenho pra não me sentir a pior mãe do mundo), coloco o uniforme, meia, tênis,perfume, e não consigo fugir da segunda briga para escovar seus dentes. Deixo ele e a priminha no colégio e volto às pressas para o trabalho, afinal, há muita coisa a fazer. A tarde é longa, contudo, curta para mim. As pendências da manhã têm que ficar prontas no fim do dia. Isso é jornalismo. Não bastasse as coisas que tenho pra fazer, ainda ligam o Correio, o Jornal de Brasília, a TV cultura, a CBN… tudo jornalista precisando falar com alguém da casa ou querendo dados da indústria do DF. São 18h. O expediente está acabando. Meu estômago ronca e me avisa da fome. É claro que eu não trouxe a fruta que a nutricionista mandou e nem comi o biscoito de água e sal às 16h. Só me entupi de café. Fecho o Jornal depois das 19h. São quase 20h e meu marido já está com raiva de mim. A culpa, que não me deixou nenhum segundo do dia, me lembra que eu não vou ver meu filho acordado (meu marido já o pegou no colégio, deu banho, janta e o pôs pra dormir), vou chegar em casa pelo quarto dia da semana tarde e cansada, e sem muito tempo pra dar atenção ao maridão, que também precisa de mim. Ahhhh, a culpa também me lembra que eu não tive tempo de fazer aquele release da educação do Sesi e que o texto do murão ficou em cima da minha mesa, à espera de correção. Em casa, além do meu marido, a louça e o uniforme do Pedro me esperam. Preciso lavá-los. Meu filho está num sono profundo e meu marido chateado, como sempre. O cansaço me avisa que eu não terei forças para ir à academia no dia seguinte. Mas eu ainda tenho ânimo de ver mais um capítulo da nova série que eu e o Alê estamos vendo. Nova para mim, aliás. Isso porque ele já viu todos os capítulos durante a semana, enquanto me esperava. Vejo um capítulo pescando. Meus olhos não me obedecem mais. Ele percebe que eu dormi e fica mais chateado ainda. Na cabeceira da cama, permanece, intacto, o terço que eu prometi rezar todos os dias com ele. A culpa me avisará no dia seguinte que eu esqueci de rezar. E, é claro, também dorme comigo, me recordando, por meio de sonhos, que não terei tempo, também amanhã, de fazer tudo outra vez.

Voltei!

agosto 19, 2009

_MG_9495Ontem meu amigo Elton, também jornalista, entrou no meu blog e disse que há três meses ele não é atualizado. Não bastasse, ainda fez uma brincadeirinha dizendo que eu podia, ao menos, atualizar com uma notinha de economia do Jornal de Fibra – boletim diário que produzimos na comunicação. Tive que rir, o que mais eu poderia fazer? O tempo anda mais curto que nunca. Acho que sempre é possível apertar um pouquinho mais para conseguir conciliar as diversas atividades do dia. Os grandes eventos da empresa que trabalho foram marcados – a maioria – no mês de agosto. Em julho, o maridão andou indo e vindo pra São Paulo. E assim os dias foram se passado. E como a vida é feita de prioridades, infelizmente o meu blog amado não está no topo da lista. Não consegui sequer dar continuidade aos programas de rádio que eu estava produzindo sobre o dia a dia de mãe, o que é uma pena. Contudo, a vida continua muito bem, obrigada! Pedrinho está mais que uma figura. Ele não só fala tudo como bate-papo. Conversa. Tem opinião. O novo vício do meu filhote é ganhar livros de animais. Fica horas sentadinho no sofá conosco passando página por página e dizendo o nome de cada bicho, a cada figura que passa. Nós três (eu o maridão e o Pedro) continuamos a fazer natação. A trancos e barrancos, assumo, mas, como somos brasileiros, não desistimos nunca. E se não fosse a natação, acho que a minha saúde já tinha pedido arrego. Nas três últimas semanas, tenho entregue trabalhado de madrugada, saído sempre mais tarde do trabalho e fechando jornal, inclusive, aos domingos. Ah… eu e meu marido assumimos uma coordenação no encontro de casais (ECC) também. [Não consigo dizer não para um chamado de Deus, mesmo que eu não tenha tempo.] O casamento vai bem também. O Alê tem trabalhado muito, mas quem não passa por isso nesse mundo globalizado? Bem… sem mais delongas, vou trabalhar, porque já passam das 14h e meu horário de almoço já passou. Vou espanar a poeira do meu blog, na promessa de que, da próxima vez, só será preciso passar um paninho para entrar aqui. (rsrsrs).

Trabalho, muito trabalho

maio 29, 2009

Pedro pose menorEsta semana foi muito corrida. Três dos maiores eventos que temos no Sistema Fibra foram marcados num intervalo de sete dias. Isso quer dizer que trabalhamos muito mais e as horas extras estão aumentando. Essa correria toda tem feito com que o Pedrinho fique um tanto carente. Tem sido muito difícil deixá-lo na casa dos avós – ele chora e pede para nós ficarmos. Na quinta-feira mesmo, minha sogra me ligou dizendo que o Pedro estava chorando muito e chamando por mim, perguntando se eu e o pai já estávamos chegando. É claro que partiu meu coração. Amanhã, também trabalho durante todo dia e ficarei longe dele mais uma vez. Essa é uma das grandes dificuldades que enfrento como mãe: saber lidar com a exigência da minha profissão e com a necessidade que meu filho tem por mim.  Mas vamos às novas. Pedrinho anda uma figura. No domingo passado, por exemplo, fomos a missa e ele me bombardeou de perguntas: se Jesus era menino, por que ele tava com a mão machucada, se podia passar “pomada” pra melhorar, quem havia tirado o chinelo dele, entre outras… Inacreditável, né?! Ah, ensinamos ao Pedro as letras do alfabeto. Ele já reconhece a grande maioria delas, fazendo referência aos nomes dos parentes: A de Alexandre, B de Bia, C de Carol… até alcançar o Z. Muito inteligente meu filhote. Bem… vou ficando por aqui por que o trabalho me chama. Pela notícia que acabei de receber, hoje é dia de hora extra também! Até o próximo post.

Blog Dias de Mãe vira programa radiofônico

maio 18, 2009

No último sábado, dia 16, o Blog Dias de Mãe completou um ano de existência, com cerca de 22 mil acessos em 365 dias. Tudo começou com uma brincadeira. O jornalistas que trabalham comigo – e que já tinham seus respectivos blogs  – me incentivaram e o blog nasceu. A ideia era, apenas, poder relatar o meu dia-a-dia como mãe, as minhas dificuldades, as formas que encontrei para vencê-las, o desenvolvimento do Pedro e as muitas novidades que viriam com esse novo papel da minha vida: ser mãe. Mas o Dias de Mãe não parou por aí. Uma produtora de um canal de televisão o encontrou e veio até mim para transformá-lo em matéria. Isso aconteceu no fim do ano passado. O blog passou a ser mais acessado e tem uma lista de “mamães” que o visitam com freqüência, fazendo com que eu tenha ganhado também algumas amigas virtuais. No entanto, o mais inusitado aconteceu recentemente. Fui convidada para transformar o Dias de Mãe em um programa radiofônico, para a Rádio Mais Fm, daqui de Brasília. A rádio é nova e tem como proposta levar um conteúdo educativo. E daí surgiu a ideia. Levar temas dos mais diversos sobre a maternidade para as mamães ouvintes. Portanto, o Dias de Mãe agora passa, também, a ser um programa de rádio. E o mais inusitado: o primeiro programa foi ao ar no último sábado (16 de maio), dia em que, como disse, este blog completa um ano de existência. Espero que dê muito certo, já que é uma realização como jornalista trabalhar com rádio – área que eu sempre me identifiquei – e  que eu leve às mamães dicas importantes para o seu dia-a-dia.

Indignação: hospitais particulares cancelam pediatria na emergência

abril 14, 2009

Hoje, li, estarrecida, uma notícia no site do Correio Braziliense – um dos maiores jornais de Brasília. A matéria trazia o seguinte título: Hospitais privados no DF deixam de oferecer pediatria nas emergências. Por ser mãe e depender, em diversas situações, das emergências pediátricas, resolvi procurar saber do que se tratava: dois grandes hospitais do DF (Hospital Brasília e Prontonorte) decidiram acabar com as emergências pediátricas em seus pronto-socorros. O motivo seria os baixos honorários recebidos pelos pediatras. “Nas consultas por planos de saúde, o repasse para os médicos é de cerca de R$ 40”, explica a matéria. O texto ressalta, ainda, que a falta de atendimento infantil especializado nestes hospitais tem superlotado outros pronto-socorros como o Santa Luzia e o Santa Lúcia, por exemplo. E que a média de atendimento nestes locais tem sido, em média, de três horas.

Confesso que o fato me preocupa seriamente e por vários motivos. Além do tempo gasto para consultar uma criança, temo pela qualidade do atendimento realizado pelos profissionais. Quanto maior a quantidade de crianças, mais rápidas terão de ser as consultas. E o diagnóstico correto? E a saúde dos nossos filhos a quem serão entregues? Sem contar na exaustão dos médicos com toda essa situação. Além do mais, a quem cobraremos a fortuna de dinheiro que deixamos mensalmente nos “cofres” dos planos de saúde?

É de indignar. Já não bastava nosso país nos cobrar uma fortuna de INSS e nos devolver com o pior serviço de saúde possível, agora os nossos planos – que custam o olho da cara – nos atendem com qualidade. Isso já é uma realidade para mim. Lá em casa, todos nós temos o convênio subsidiado pela minha empresa e, mesmo assim, ainda são descontados quase R$ 600 por mês do meu salário, em função do plano. Mas, para levar meu filho a um bom pediatra, com experiência, pago pela consulta particular. E lá se vão mais R$ 150 por cada ida ao consultório!

Ah… a matéria ainda revela que “os recém-formados preferem se especializar em outras áreas mais rentáveis e que exigem menos dedicação”. Um absurdo! Quem vai cuidar da saúde dos pequenos?! Além disso, se a saúde das crianças não é bem acompanhada, teremos adultos doentes em breve!

Já passou da hora dos planos aumentarem os honorários dos pediatras e nos dar um serviço melhor. E não somente isso, mas diminuir o montante de burocracias na hora de fazer um exame, aprovar, com mais rapidez e eficiência as internações, entre tantos outros problemas que encontramos ao usar esse tipo de serviço.

Fica aqui toda minha indignação com essa história.

Saudade do filhote…

fevereiro 12, 2009

Faz apenas duas semanas que eu retornei ao trabalho e a vontade de passar mais tempo com o pimpolho já é enorme. Saudade seria a palavra certa. Sim, saudade. Como saio às 19h do serviço, acabo passando míseras duas horas por dia com ele antes que o sono o vença. E, neste início de ano, surge outra dúvida: fazer ou não uma pós-graduação. Assim, ficarei menos tempo com o Pedrinho. Mas também não posso deixar minha profissão estagnada por muito tempo. Aliás, quando vir outro bebê, a situação ficará mais apertada ainda. Então, o que fazer? Às vezes, quando vou deixá-lo na casa da avó de manhã, ele gruda na cadeirinha do carro e se recusa a sair pra não ficar longe de nós. Quando voltamos para buscá-lo, lá está ele no portão a nos esperar. Confesso que meu sonho é um emprego de 6h. Passar um período por conta do Pedro e outro trabalho. Mas essa não é uma realidade do mercado de trabalho. São pouquíssimos os empregos de meio período. Afff… mãe merecia ter um dia de 40h, né?! Contudo, a vida segue e, um dia, o filhote entenderá a necessidade da distância, mesmo que meu coração sempre sofra com ela.