Archive for the ‘A mãe’ Category

A rotina da mãe de um trio

outubro 30, 2017

O dia ainda não raiou. Pelas janelas, ainda não entra a luz do sol. São 5h30 da manhã. O pequeno e mais novo “relógio” começa a remexer em seu berço. Sim, é hora de a mamãe levantar. Os olhos ainda pesados precisam de uma boa dose de água fria. Ela se dirige à cozinha, prepara a mamadeira – lembrando que isso é novidade pra ela, que amamentou os outros dois filhos até um ano e meio – e segue para o berço. Ele a recebe com um sorriso. Antes, o bebê só sabia chorar. Agora, próximo aos três meses, já sorri. Ela o pega no colo docemente e vai alimentá-lo. O sol começa a clarear o quarto. Logo as duas outras crianças hão de acordar. Assim começa seu longo dia.

Seis meses antes

Às 7h, o despertador do celular toca. Ela levanta e, conforme manda a rotina, prepara o café da manhã. É o aroma do forte café que a acorda. Isso é sagrado em todas as manhãs. Ela segue para o banho, se arruma para o trabalho. Confere o sono das crianças – Pedro e Mariana – cada qual em seu quarto. Dá um beijo no esposo, que também se levanta pra trabalhar e corre para mais um dia de expediente.

Nessa correria, mal recorda que está com um barrigão de seis meses. Carrega em seu ventre o terceiro filho, o Paulinho. Só se lembra deste fato, porque as dores ao caminhar estão lá, a cada passo que ela dá, em decorrência de uma terrível inflamação na pelve decorrente da gravidez. No trabalho, uma equipe a ser coordenada. Reunião de pauta, jornalistas nas ruas, atendimento à imprensa, matérias sobre a mesa pra corrigir, planejamento das redes sociais pra liberar, o artigo do presidente da empresa por escrever, o vídeo do evento do fim de semana pra fazer os últimos ajustes. O tempo voa. Já está na hora do almoço e ela corre pra aula de natação. É necessário para ter uma gravidez saudável. Ela engole a comida num restaurante qualquer a caminho do trabalho. Volta pra sua rotina que segue até a hora de buscar o filho mais velho no colégio. À noite, reunião do Segue-me em casa. Sim, ela e o esposo vão coordenar o encontro de jovens da Paróquia que envolve mais de trezentas pessoas. Neste meio tempo, lanche pros filhos, banho, deveres do colégio dos rebentos a fazer, um afago no marido, a oração do Santo Terço em Família. O dia chega ao fim bem após o relógio acusar que passa da meia-noite, já entrou no dia seguinte.  Ela, com seu corpo cansado, repousa. E pede a Deus um sono reparador.

Hoje

Entre sorrisos e sons balbuciados, o bebê segue acordado até umas 9h, 10h. A essa altura, Pedro e Mariana já levantaram. Eles não passam despercebidos pela casa. O som da voz, o corre-corre entre a sala, cozinha, quartos, se faz presente. “Bom dia, irmãozinho!”, exclama Mariana, que sempre acorda de bom humor. Pedro já diz: “Posso segurar ele?”. O mais velho assim o faz, porque é um bom ajudante da mamãe, no auge dos dez anos de idade.

Banho no bebê. Mais uma mamadeira. Entra na rotina do sono. É hora de correr pra arrumar os mais velhos para o colégio, dar almoço e levar para a escola. Nesse meio tempo, ela brinca de boneca com a filha do meio. O tempo em casa a permite aprender tranças novas, fazer coque de “bailarina”, Maria Chiquinha dos dois lados, tudo conforme o desejo da pequena, hoje, com quatro anos. “Quero ir de Elza, mamãe”, ela pede. E segue de princesa do Frozen para a escola.

À tarde, a casa silencia, mas o bebê não tem rotina durante o dia. Ele dorme sonos picados e adora cochilar nos braços da mamãe. Entre trocas de fraldas, mais mamadeiras e muito colo já é hora das crianças retornarem à casa. Uffaaa, o dia já passou! Papai entra no ritmo da dança. Ora ajuda a preparar a janta ou o lanche, ora a cuidar do bebê. Hoje é segunda. Pedro tem taekowondo. O tempo corre ainda mais. (No decorrer da semana, ele ainda tem Robótica, reunião dos coroinhas e missa pra servir.) Essa é a hora que o bebê está mais desperto. Ele já entendeu que os irmãos estão em casa. Mariana corre, já vem direto falar com o irmãozinho. Ele fica feliz, agita as perninhas, os bracinhos, e grita sem parar. A rotina segue. Louça pra lavar. Dever das crianças por fazer. Prova pra estudar. Banho antes de dormir. Após tudo isso, todos param. É hora do Santo Terço. Eles rezam em família.

O relógio volta a acusar que é tarde da noite. A meia-noite se aproxima. Ela, mãe, dá bronca nas crianças, que ainda têm energia e querem correr pela casa. Eles também querem atenção, pois o dia foi recheado de tarefas e a mamãe, com seu bebê a todo tempo no colo, só pôde, durante os poucos intervalos, cuidar das responsabilidades que envolvem o lar. Os dois vão para seus quartos. Papai dá mais uma mamadeira para o bebê antes de dormir.

Ela respira fundo. Deita o corpo exausto sobre a cama. A culpa toma conta dela. Ela sente que pouco se doou aos meninos. Que Mary está distante e que já não tem o aconchego da mãe como antes. A pequena demonstra isso tentando chamar atenção, fazendo coisas que antes não fazia. Pedrinho já é um rapaz, mas também precisa de atenção. Ele é sentimental. Seu rosto expressa o que o coração quer dizer. Mas não para por aí. Ela olha para o esposo, também cansado da dura rotina, e percebe que não sobrou tempo pra ele. Ele segura forte a mão dela, sem precisar falar uma única palavra, diz: “Estou contigo!”. Ela fita, ainda, a cara bicicleta ergométrica que comprou para se exercitar em casa. “Seria mais fácil”, pensou outrora ela. Mas a bicicleta virou cabide e ela não consegue cuidar de si. E o passa relógio mais uma vez da meia-noite, marcando o dia seguinte que irá se iniciar religiosamente às 5h30 da manhã. “Vai passar”, pensa ela, mas já cheia de remorso, porque a rotina louca que lhe espera após a licença maternidade, logo vai chegar.

A licença maternidade é assim: um hiato em sua vida. É, de fato, uma licença dos outros papéis que lhe cabem. Oportunidade para, apenas, ser mãe. Nada mais! Ela fecha os olhos e agradece a Deus a graça de ser família e de ter ganho esses três lindos presentes.

 

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Eu não amamentei meu terceiro filho

outubro 30, 2017

Eis-me aqui, vivendo a loucura de ser mãe de três.

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Paulinho nasceu. Como Mariana, antecipou três semanas, veio ao mundo quando eu estava com 37 semanas de gestação, após minha bolsa estourar. Na madrugada de 7 de agosto, eu o recebi em meus braços.  Lindo, saudável. O menor filho, com 48 cm, porém, o mais gordinho, com 3.245 kg.

A partir deste momento, caía por terra todas as minhas expectativas de uma mãe experiente, que já vivera de tudo com os outros dois filhos. Mas o ditado não diz que o terceiro filho nasce criado? Não é este que nasce andando, falando, comendo? Não é esta terna figura que não traz mais medos ao coração preparado da mãe de terceira viagem? Não. Não é.

Em um outro post venho aqui contar minha saga por um novo obstetra aos oito meses de gestação, em função da mudança do meu plano de saúde e todas as consequências de ter Paulinho pelas mãos de um médico que sequer sabia meu nome. Mas isso é história pra outra hora.

Minha primeira grande frustração foi não conseguir amamentar o meu terceiro filho. Isso mesmo. É ir na contramão do normal, né? Com Pedro, venci uma mastite, mesmo com toda minha inexperiência aos 23 anos de idade. Mariana nasceu e não foi fácil também. Mas passei pelos duros dias do colostro, da apojadura, das mamas feridas e sangrando e vivi, novamente, a incrível e insubstituível experiência da amamentação. Tanto Pedro como Mariana mamaram até 1 ano e três meses, com muito orgulho.

Mas com Paulinho foi tudo diferente. Logo que nasceu veio pro meu seio. Sugava forte. Pega correta, com boca de peixinho. Foi elogiado por todas as enfermeiras. Meu colostro logo desceu. Contudo, eu passei momentos de muito stress na maternidade.

Assim, ao chegar em casa, o bebê, antes bezerrinho, só chorava. Ao tocar o seio, arqueava pra trás e gritava mais alto ainda. Meus seios enchiam as conchas, mas não pareciam alimentá-lo.  Aos cinco dias de vida, fomos ao pediatra de confiança. Ali, ele já constatou baixa ingesta, meu bebê havia perdido peso, quando deveria estar o recuperando. De 3.245 kg, baixou para 2.880.

Podia ser refluxo, disse o pediatra. Assim, pediu que complementasse as mamadas com meu próprio leite ordenhado. Tentamos o copinho de café e a seringa para ele não rejeitar o seio. Mas ambos desperdiçam muito leite e sem a sucção devida dele, minha produção de leite começou a cair. Tentei tudo que podia até os dez dias de vida do meu filho. Bombinha elétrica, três medicações diferentes para aumentar o leite, litros e mais litros d’água.

Segunda consulta: Paulinho chegou a 2.660 kg. Urina escura, com cristais de urato, que mostram deficiência na alimentação; fezes quase inexistentes. Olhinhos amarelos. Fizemos exame de sangue. O que era pra ser uma icterícia fisiológica, sem riscos para o bebê, ficou altíssima. Bilirrubina em valores perigosos, fígado descompensado, hemograma cheio de alterações. (A bilirrubina é excretada pelo corpo pelo xixi e pelas fezes. Como ele não mamava bem, piorou e muito.)

Solução: o leite artificial. Agora não mais no copinho ou na seringa. O pediatra havia pedido na mamadeira pra ter certeza de quanto ele estava tomando. Enfim, sem a sucção dele, fiquei cada dia com menos leite e, obviamente, ele rejeitou meu seio após isso. Após a introdução do leite artificial, a icterícia e o hemograma melhoraram. Eu louvo a Deus pela saúde do meu filho.  Mas a frustração de não amamentá-lo permanece até hoje. De não entender o que aconteceu.

O refluxo foi diagnosticado posteriormente. Eu, como disse, também passei momentos de estresse no hospital. Mas nada – segundo todo meu conhecimento sobre o assunto – explica o fato de não ter tido êxito na amamentação.

Sigo, portanto, refém do leite artificial e das mamadeiras. Na certeza de que cada filho traz consigo uma experiência e que uma mãe de três, absolutamente experiente, pode sofre tal qual uma mãe de primeira viagem.

 

O cowboy mais lindo do mundo!

julho 5, 2011

Pedrinho anda uma figura, como sempre. E, dos 3 para os 4 aninhos, ele teve um avanço considerável na inteligência, na forma de se comportar em público e de interagir com os outros, nas habilidades de desenho, etc.

Em junho, foi a festa junina do colégio do pequeno. Ano passado ele nem se mexeu no palco de apresentações. Mas, neste ano, ele ensaiou na escola, repetiu os passos diversas vezes em casa, decorou a letra da música e arrasou no palco. Dançou lindamente e deixou essa mãe aqui mais boba e orgulhosa que já é.

Claro que filmamos e tiramos muitas fotos desse lindo momento. Aliás, filhote estava lindo. Fiz questão de comprar bota de couro, cinto de fivela, lenço e chapéu, além da clássica calça jeans e da camisa quadriculada.

Posto, portanto, algumas fotos deste dia. Vocês não podiam deixar de ver o cowboy mais lindo do mundo!

O retorno

junho 3, 2011

Ansiosa estava eu no saguão do Aeroporto Internacional de Brasília naquele domingo de manhã. Meus olhos míopes procuravam um serzinho de 1,10m no alcance da visão. De repente, o vejo correndo com sua camisa do Vasco – o time do coração imputado pelo pai desde bebê – em minha direção. Aquele foi o abraço mais apertado e mais demorado que já recebi. Seus bracinhos grudaram em meu pescoço e suas perninhas enlaçaram minha cintura. Seu corpo dizia, sem necessitar de palavras, algo do tipo: “Mamãe, não vá embora. Preciso de você!”. Tive que me livrar das malas e nem a bolsa eu pude abrir com ele no colo. Aquelas perninhas enlaçadas na minha cintura não queriam descer ao chão. O meu rapaz, que já tem quatro anos, voltara a ser um bebê e pedia colo.

No caminho até o estacionamento, perguntei: “Posso te beijar muito?”. Sua cabecinha apenas afirmou que sim. Ao chegar ao carro, ele se pôs a pedir: “Mamãe, não vá no banco da frente. Sente-se comigo”. Meu marido, então, ficou de motorista. Já no lado de trás do carro, Pedrinho segurou forte o meu braço e por longos minutos me acariciou. Baixinho, ele dizia o que sentia: “Mamãe, fiquei com muita saudade sua. Eu te amo”. O pequeno falou repetidas vezes essas frases até chegar a casa…

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Família separada por viagens…

maio 24, 2011

Pedrinho, eu e o Alê iremos passar uma experiência totalmente nova nesses dias. O Alê está fazendo um curso a trabalho em São Paulo, que já está durando alguns dias. A distância, embora doa em mim e no Pedro, é amenizada aos fins de semana, quando ele volta para casa.

Só que amanhã é minha vez de viajar a trabalho, e coincidir datas de viagem jamais aconteceu conosco. Pedrinho, que nunca dormiu fora de casa, terá que passar quase uma semana sem nós dois. Ele jamais passou uma noite longe de mim ou do Alê e não sabemos como será sua reação.

Eu sigo pra Salvador, mas meu coração de mãe ficará em casa, junto com meu pequeno. Só não vou mais preocupada, porque tenho um anjo na minha vida, que é minha sogra. Ela me ajuda a cuidar do meu pequeno desde que voltei a trabalhar e eu não tenho palavras pra agradecer tanto carinho e amor pelo meu filho.

A saudade de ficar longe do meu filho eu já conheço e, confesso, é angustiante. Ano passado fiz algumas viagens a trabalho e não é nada legal ficar tantos dias longe do meu pequeno. Mas trabalhar faz parte da vida e essas situações são inevitáveis.

Acho, inclusive, que será um momento de crescimento para todos nós, que somos tão apegados um ao outro. Vamos ver no que isso vai dar.

Pedro, o sommelier de sucos

maio 18, 2011

No Sul, Pedrinho esteve conosco em duas vinícolas: Aurora, em Bento Gonçalves, e Jolimont, em Canela. Eram paradas durante os passeios da CVC e ele acabou no meio dos adultos conhecendo um pouco da história dos vinhos e aprendendo como se degusta essa delícia – sem provar, é claro.

Pedrinho acompanhou as visitas como uma criança qualquer. Posou pra fotos, sorriu e depois não teceu nenhum comentário sobre o que viu e ouviu.

Chegando a Brasília, Pedrinho retorna às aulas. Minha cunhada é professora dele e chegou intrigada em casa outro dia desses indagando meu marido sobre um determinado comportamento do Pedro. Segundo ela, durante o horário do lanche do colégio, Pedro se pôs no meio dos coleguinhas, se levantou com um copo de suco nas mãos e começou a explicar:

– Tem que segurar o copo, balançar e depois que o cheiro subir, cheirar. Depois, pode tomar um gole. Mas não pode engolir. Tem que fazer assim. (No momento ele toma um gole e bochecha o suco.) Depois pode engolir!

Nem minha cunhada nem menos os coitadinhos dos coleguinhas do Pedro entenderam nada. Mas eu e o Alê entendemos. Ele estava ensinando os colegas a tomar o suco da forma como se degusta um vinho.

Resultado: caímos na gargalhada. Pedro é essa figura. Sempre nos surpreendendo e nos alegrando com suas histórias, cada dia mais hilárias.

Vai conhecer as Serras Gaúchas? Confira as dicas!

maio 12, 2011

Retornamos de mais uma viagem. Diferente de todas as que já fizemos, mas tão charmosa quanto. Como já relatei anteriormente, trocamos o calor do Nordeste pelo frio do Sul. Gramado (RS) é uma cidade linda, pequena e muito aconchegante. Não tem a beleza praiana, mas os vales e serras deslumbrantes – que não cansam nunca a vista – não deixam a desejar. E o vento gelado, mesmo em dias de sol, além da neblina que esconde o amanhecer, é mais um atrativo local àqueles que vivem imersos no calor como nós, brasilienses. As roupas são elegantes e a comida e seus bons vinhos… nossa, é o melhor da viagem, sem dúvida.

Ficamos no único hotel local que não fica no centro, mas na serra. A escolha foi a dedo, pois a paisagem que se podia ver do quarto em que ficamos valia qualquer preço de hospedagem. Além disso, a cidade de Gramado é pequena e tudo é perto. Assim, mesmo num hotel distante, estávamos apenas uns 800 metros do centro. Eu e o Alê gostamos de viajar sempre pela CVC. É seguro e sempre tem passeios bacanas. Portanto, escolhemos aqueles que seriam interessantes pra nós, que temos uma criança de 4 anos. Então, aqui, deixarei as dicas do que fazer no local.

O City tour de Gramado e Canela é bem legal, mas caro. (Aliás, essa é uma nova dica. Separe dinheiro. Lá tudo é muito caro). O passeio inclui muitas paradas nas duas cidades, incluindo o Lago Negro, o Minimundo, o Mundo a Vapor, o Parque do Caracol, o Dreamland (Museu de Cera), o Castelinho Caracol – uma das primeiras residências de Canela, o Museu de Pedras, entre outros. A maioria das atrações são bem interessantes, mas todas elas cobram entrada. Cerca de R$ 15,00 cada, por pessoa. Portanto, prepare, pelo menos, R$ 200,00 por casal.

O Tour da Uva e do Vinho também é bem bacana. É um passeio que segue de Gramado a Bento Gonçalves, passando por cidades como Caxias do Sul, Carlos Barbosa e Nova Petrópolis. Embora o passeio passe por locais como a famosa Igreja de São Pelegrino, a fábrica da Tramontina e uma casa de queijos e vinhos, além da vinícola Aurora, o ponto alto do dia é o passeio de Maria Fumaça, com muito vinho e atrações dentro do antigo trem. O passeio custa em torno de R$ 150,00 por pessoa e a passagem da Maria Fumaça é uma bagatela de R$ 65,00 por pessoa. Mas é o melhor passeio oferecido no local. Neste dia, tivemos a sorte de participar da Fenavinho – maior evento vitivinícola do País – realizado a cada dois anos em Bento Gonçalves.

Do outro lado da Serra é um passeio que tem três paradas: Alpen Park, Gramadozoo e Vinícola Jolimont, e custa R$ 70,00 por pessoa. A descida de 630 metros pela montanha em um trenó, do Alpen Park, é emocionante – Pedrinho desceu três vezes. O cinema 4D também é uma atração bem bacana. Tem ainda outros brinquedos à disposição. É claro que o Pedro amou. E, embora também seja bem caro – cada atração custa cerca de R$ 20,00 – vale a pena ir. No caminho fica a vinícola Jolimont – a melhor parte pro papai e pra mamãe, diga-se de passagem. Cercada de videiras e em meio um deslumbrante vale está a Jolimont, tradicional casa de vinhos artesanais da Serra Gaúcha. Degustamos deliciosos vinhos e, é claro, encomendamos uma caixa para nossa casa. Já o Gramadozoo é um zoológico diferente e bem bacana de ser visitado, em função dos animais não ficarem em jaulas. A entrada custa R$ 18,00 por pessoa.

Fomos também aos passeios da Noite Alemã e do Baile Gaúcho. A Noite Alemã tem um farto café colonial, onde são servidas deliciosas iguarias da culinária alemã. Muita música e dança folclórica completam a noite – 80,00 por pessoa. Neste passeio, que é muito animado, por sinal, até o Alê, que não dança nem por reza brava, arriscou uns passos. Eu filmei tudo! Já o Baile Gaúcho encerrou a semana. É uma festa que celebra a riqueza cultura local, com farto churrasco gaúcho, no famoso Garfo e Bombacha – isso tudo pelo valor de R$ 90,00 por pessoa.

Fizemos, ainda, alguns passeios por nossa conta. Fomos à Aldeia do Papai Noel (R$ 15,00 a pessoa, incluindo a criança). Mesmo distante da data que celebra o Natal, o local é lindo e iluminado. Quem está com crianças não pode perder. Fomos ao Mundo Encantado (14,00 por pessoa) – uma casa de minibrinquedos e, ainda, ao castelo do chocolate Caracol (de graça, se o hotel em que se está hospedado é conveniado com o local) – fantástico, cheio de escultural em chocolate, além do próprio chocolate que é indescritível. No último dia, voltamos ao Lago Negro e andamos de pedalinho (R$ 25,00, 20 minutos de passeio). O local é maravilhoso. Vale a pena também.

A culinária

Em Gramado, se come muito bem. Há uma diversidade enorme de bons restaurantes, mas poucos locais em que se pode fazer um lanche ou uma refeição mais em conta. Se você gosta de uma boa comida italiana, sugiro a cantina Di Capo. Um local muito aconchegante, com opção de pratos infantis e, ainda, com lugar separado para as crianças brincarem enquanto os adultos comem e conversam. Isso fez toda a diferença. Sempre que vamos a um restaurante, quando o Pedro termina de comer, a paz acaba, porque ele não tem paciência de ficar ouvindo os adultos papearem. A comida é dos deuses. O melhor macarrão que já comi, sem sombra de dúvida. A cantina também tem bons vinhos, devidamente armazenados em uma adega climatizada. O problema é só a conta que chega perto dos R$ 200,00.

Quem deseja se deliciar com numa boa galeteria, sugiro a Mamma Mia, com galeto ao primo canto. O restaurante possui transporte gratuito e serve uma deliciosa comida que conta com a Sopa de Capeletti como entrada, salada, polenta frita e mole com queijo e linguiça, maionese, costela de porco, o galeto – é claro, e massas como lasanha, nhoque, tortéi, caneloni de queijo, e spaghetti ao sugo, al pesto, ao alho e óleo e quatro queijos. A conta, algo em torno de R$ 150,00. Também estive na Galeto Itália. Não recomendo. É o preço é mais em conta, serve vinho colonial à vontade, mas a comida – embora tenha o mesmo cardápio – é menos requintada, como se estivessem servindo um batalhão de pessoas. Tem a opção de self service com arroz, feijão e afins, e algumas massas a mais, contudo, nada comparado à Mamma Mia. A conta, neste caso, fica em torno dos R$ 70,00.

Agora o ponto alto da culinária local: o fondue. Servido na pedra, o fondue de Gramado é muito superior aos demais que já havíamos conhecido. Nada de óleo para o fondue de carnes, e o queijo e o chocolate são infinitamente melhores aos que se comem em Brasília. Além disso, a quantidade de molhos, a qualidade dos cortes de carne e as inúmeras frutas que ser serve são de encher os olhos. O restaurante que eu recomendo é o Swiss Cottage. Em Gramado há inúmeros restaurantes para fondues. Mas acho que vale a pena escolher um bom local, já que a viagem pede. A conta – a mais cara. Passa os R$ 200,00. Também há serviço de traslado gratuito.

Vamos aos self services. Trattoria Del Corso. Um lindo restaurante, pequeno e aconchegante, com opção de self service na hora do almoço. A comida é muito boa e o preço é razoável. Também tem uma carta de vinhos muito boa. Também há o Vale Quanto Pesa. O nome do local fala por si só. Nem preciso dizer que é self service, né? Há mais variedade de comida do que na Trattoria, mas o local é mais cheio e menos aconchegante. A comida é boa também.

Ah… ia me esquecendo da Pizzaria Porto dos Piratas. O ambiente remete uma embarcação pirata, todo decorado com o tema. Logo na entrada você entra e pisa em um aquário… um barato. Dentro, há baús com tesouros e até os banheiros são cheios de conchinhas. Os garçons também se vestem de piratas. Além disso, também há o espaço para crianças, com videogames, piscina de bolinhas, mesas para desenhos, etc. Pedro amou. A pizza é muito boa. E o preço, em torno dos R$ 100,00 o casal.

Dica para os pequenos

Para ir ao Sul, prepare a mala dos pequenos com generosidade. Compre um casaco mais grosso e impermeável. Leve camisas de manga longa e de gola alta bem justas – aquelas de malha. Elas servirão para a primeira vestimenta. Coloque casados feitos de lã, mais finos, assim, eles virão debaixo do “super casaco”. Esteja com uma touca sempre ao alcance das mãos. O vento é frio sempre e é bom proteger os ouvidos dos pequenos. As luvas também aquecem os dedinhos do frio, inclusive pela manhã, que é mais gelada.

Além disso, eu comprei pro Pedro meias-calças de algodão, bem grossas. Ninguém as via mesmo. Assim, elas iam abaixo da calça jeans e com meia por cima. Nos pés, bota! Sempre! Outra coisa que levávamos sempre era uma capa de chuva e um guarda chuva. Pijamas de flanela e moletons também são boa pedida. Proteger o Pedro é prioridade nº 1 pra mim. E assim eu faço o que posso.

Ah… no avião eu levei um estojo com lápis de cor e alguns livros de pintar. Desta forma, Pedrinho passou as três horas de voo tranquilo e se divertindo.

Igreja de São Pedro

Convido aos amigos católicos a irem à Igreja de São Pedro. Ela fica no centro de Gramado e é impossível de não ser percebida. Ela é toda feita em pedra e é uma das igrejas mais lindas que já conheci. Além disso, ela fica aberta o dia inteiro. Lá dentro, se pode ouvir música gregoriana e aproveitar pra rezar. Há várias opções de horários de missas nos fins de semana, o que facilita o cumprimento do preceito cristão.

Rumo ao Sultchê!

abril 13, 2011

Uma coisa é fato: viajar restaura minhas forças e renova meu ânimo. Quisera eu ter dinheiro e tempo para viajar a cada bimestre, pelo menos. E toda vez eu começo a pensar em viajar, confesso: perco, até, a racionalidade. Meu marido então nem se fala. Ele é ainda mais maluco que eu quando o assunto é sair de Brasília pra descansar. E foi isso que aconteceu outro dia desses.

Recebi num fim de semana um email marketing anunciando promoção da CVC justamente para Maragogi (AL), nosso último destino de viagem – aprovadíssimo, por sinal.  Só por causa deste e-mail, fomos parar numa loja CVC. Lá fizemos alguns orçamentos e voltamos pra casa pra pensar. Logo meu marido começou a ver a previsão do tempo e descobriu que, neste período, o nordeste tem de pancadas de chuva.

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Rezando em família

março 21, 2011

Ultimamente, temos vivido uma graça em nosso lar. Desde a novena de Natal, eu e o Alê temos rezado o terço todos os dias. Já fizemos isso no início do nosso casamento, rezamos por mais de um ano no período que eu estava grávida, recebemos muitas graças com esse hábito, mas, infelizmente, deixamos de rezar juntos. Mas o motivo deste post não é a oração feita pelo casal, mas, sim, feita em família.

Isso mesmo! Pedro tem rezado conosco. Nada forçado. Muito pelo contrário. Quando começamos a rezar, geralmente ele está brincando e corre, pega seu tercinho e senta-se pra rezar conosco. Ele acaba conduzindo dois mistérios do terço sozinho. Reza o Pai Nosso e segue com as dez Ave-Marias. Coisa mais linda da mãe!

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Pedro terá festinha de 4 anos

março 1, 2011

Mudança nos planos. Pedrinho terá a tão esperada festinha de aniversário. Não vamos mais viajar. Não porque eu não queira. Mas tive minhas férias adiadas e como não terei mais tempo de organizar uma festinha pro Pedro, farei uma festa nessas casas especializadas em eventos infantis.

Sim, eu sei, disse que é caro e que acho um desperdício gastar essa grana em uma festa. Mas será só este ano. Já tinha planejado viajar e, como sabem, estou tentando um segundo filho. Isso quer dizer que logo logo o Pedro não será mais o foco das atenções e que eu terei mais despesas do que hoje. Portanto, acho que essa é a hora certa de agradar o pequeno.

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