Archive for the ‘A mulher’ Category

Vai conhecer as Serras Gaúchas? Confira as dicas!

maio 12, 2011

Retornamos de mais uma viagem. Diferente de todas as que já fizemos, mas tão charmosa quanto. Como já relatei anteriormente, trocamos o calor do Nordeste pelo frio do Sul. Gramado (RS) é uma cidade linda, pequena e muito aconchegante. Não tem a beleza praiana, mas os vales e serras deslumbrantes – que não cansam nunca a vista – não deixam a desejar. E o vento gelado, mesmo em dias de sol, além da neblina que esconde o amanhecer, é mais um atrativo local àqueles que vivem imersos no calor como nós, brasilienses. As roupas são elegantes e a comida e seus bons vinhos… nossa, é o melhor da viagem, sem dúvida.

Ficamos no único hotel local que não fica no centro, mas na serra. A escolha foi a dedo, pois a paisagem que se podia ver do quarto em que ficamos valia qualquer preço de hospedagem. Além disso, a cidade de Gramado é pequena e tudo é perto. Assim, mesmo num hotel distante, estávamos apenas uns 800 metros do centro. Eu e o Alê gostamos de viajar sempre pela CVC. É seguro e sempre tem passeios bacanas. Portanto, escolhemos aqueles que seriam interessantes pra nós, que temos uma criança de 4 anos. Então, aqui, deixarei as dicas do que fazer no local.

O City tour de Gramado e Canela é bem legal, mas caro. (Aliás, essa é uma nova dica. Separe dinheiro. Lá tudo é muito caro). O passeio inclui muitas paradas nas duas cidades, incluindo o Lago Negro, o Minimundo, o Mundo a Vapor, o Parque do Caracol, o Dreamland (Museu de Cera), o Castelinho Caracol – uma das primeiras residências de Canela, o Museu de Pedras, entre outros. A maioria das atrações são bem interessantes, mas todas elas cobram entrada. Cerca de R$ 15,00 cada, por pessoa. Portanto, prepare, pelo menos, R$ 200,00 por casal.

O Tour da Uva e do Vinho também é bem bacana. É um passeio que segue de Gramado a Bento Gonçalves, passando por cidades como Caxias do Sul, Carlos Barbosa e Nova Petrópolis. Embora o passeio passe por locais como a famosa Igreja de São Pelegrino, a fábrica da Tramontina e uma casa de queijos e vinhos, além da vinícola Aurora, o ponto alto do dia é o passeio de Maria Fumaça, com muito vinho e atrações dentro do antigo trem. O passeio custa em torno de R$ 150,00 por pessoa e a passagem da Maria Fumaça é uma bagatela de R$ 65,00 por pessoa. Mas é o melhor passeio oferecido no local. Neste dia, tivemos a sorte de participar da Fenavinho – maior evento vitivinícola do País – realizado a cada dois anos em Bento Gonçalves.

Do outro lado da Serra é um passeio que tem três paradas: Alpen Park, Gramadozoo e Vinícola Jolimont, e custa R$ 70,00 por pessoa. A descida de 630 metros pela montanha em um trenó, do Alpen Park, é emocionante – Pedrinho desceu três vezes. O cinema 4D também é uma atração bem bacana. Tem ainda outros brinquedos à disposição. É claro que o Pedro amou. E, embora também seja bem caro – cada atração custa cerca de R$ 20,00 – vale a pena ir. No caminho fica a vinícola Jolimont – a melhor parte pro papai e pra mamãe, diga-se de passagem. Cercada de videiras e em meio um deslumbrante vale está a Jolimont, tradicional casa de vinhos artesanais da Serra Gaúcha. Degustamos deliciosos vinhos e, é claro, encomendamos uma caixa para nossa casa. Já o Gramadozoo é um zoológico diferente e bem bacana de ser visitado, em função dos animais não ficarem em jaulas. A entrada custa R$ 18,00 por pessoa.

Fomos também aos passeios da Noite Alemã e do Baile Gaúcho. A Noite Alemã tem um farto café colonial, onde são servidas deliciosas iguarias da culinária alemã. Muita música e dança folclórica completam a noite – 80,00 por pessoa. Neste passeio, que é muito animado, por sinal, até o Alê, que não dança nem por reza brava, arriscou uns passos. Eu filmei tudo! Já o Baile Gaúcho encerrou a semana. É uma festa que celebra a riqueza cultura local, com farto churrasco gaúcho, no famoso Garfo e Bombacha – isso tudo pelo valor de R$ 90,00 por pessoa.

Fizemos, ainda, alguns passeios por nossa conta. Fomos à Aldeia do Papai Noel (R$ 15,00 a pessoa, incluindo a criança). Mesmo distante da data que celebra o Natal, o local é lindo e iluminado. Quem está com crianças não pode perder. Fomos ao Mundo Encantado (14,00 por pessoa) – uma casa de minibrinquedos e, ainda, ao castelo do chocolate Caracol (de graça, se o hotel em que se está hospedado é conveniado com o local) – fantástico, cheio de escultural em chocolate, além do próprio chocolate que é indescritível. No último dia, voltamos ao Lago Negro e andamos de pedalinho (R$ 25,00, 20 minutos de passeio). O local é maravilhoso. Vale a pena também.

A culinária

Em Gramado, se come muito bem. Há uma diversidade enorme de bons restaurantes, mas poucos locais em que se pode fazer um lanche ou uma refeição mais em conta. Se você gosta de uma boa comida italiana, sugiro a cantina Di Capo. Um local muito aconchegante, com opção de pratos infantis e, ainda, com lugar separado para as crianças brincarem enquanto os adultos comem e conversam. Isso fez toda a diferença. Sempre que vamos a um restaurante, quando o Pedro termina de comer, a paz acaba, porque ele não tem paciência de ficar ouvindo os adultos papearem. A comida é dos deuses. O melhor macarrão que já comi, sem sombra de dúvida. A cantina também tem bons vinhos, devidamente armazenados em uma adega climatizada. O problema é só a conta que chega perto dos R$ 200,00.

Quem deseja se deliciar com numa boa galeteria, sugiro a Mamma Mia, com galeto ao primo canto. O restaurante possui transporte gratuito e serve uma deliciosa comida que conta com a Sopa de Capeletti como entrada, salada, polenta frita e mole com queijo e linguiça, maionese, costela de porco, o galeto – é claro, e massas como lasanha, nhoque, tortéi, caneloni de queijo, e spaghetti ao sugo, al pesto, ao alho e óleo e quatro queijos. A conta, algo em torno de R$ 150,00. Também estive na Galeto Itália. Não recomendo. É o preço é mais em conta, serve vinho colonial à vontade, mas a comida – embora tenha o mesmo cardápio – é menos requintada, como se estivessem servindo um batalhão de pessoas. Tem a opção de self service com arroz, feijão e afins, e algumas massas a mais, contudo, nada comparado à Mamma Mia. A conta, neste caso, fica em torno dos R$ 70,00.

Agora o ponto alto da culinária local: o fondue. Servido na pedra, o fondue de Gramado é muito superior aos demais que já havíamos conhecido. Nada de óleo para o fondue de carnes, e o queijo e o chocolate são infinitamente melhores aos que se comem em Brasília. Além disso, a quantidade de molhos, a qualidade dos cortes de carne e as inúmeras frutas que ser serve são de encher os olhos. O restaurante que eu recomendo é o Swiss Cottage. Em Gramado há inúmeros restaurantes para fondues. Mas acho que vale a pena escolher um bom local, já que a viagem pede. A conta – a mais cara. Passa os R$ 200,00. Também há serviço de traslado gratuito.

Vamos aos self services. Trattoria Del Corso. Um lindo restaurante, pequeno e aconchegante, com opção de self service na hora do almoço. A comida é muito boa e o preço é razoável. Também tem uma carta de vinhos muito boa. Também há o Vale Quanto Pesa. O nome do local fala por si só. Nem preciso dizer que é self service, né? Há mais variedade de comida do que na Trattoria, mas o local é mais cheio e menos aconchegante. A comida é boa também.

Ah… ia me esquecendo da Pizzaria Porto dos Piratas. O ambiente remete uma embarcação pirata, todo decorado com o tema. Logo na entrada você entra e pisa em um aquário… um barato. Dentro, há baús com tesouros e até os banheiros são cheios de conchinhas. Os garçons também se vestem de piratas. Além disso, também há o espaço para crianças, com videogames, piscina de bolinhas, mesas para desenhos, etc. Pedro amou. A pizza é muito boa. E o preço, em torno dos R$ 100,00 o casal.

Dica para os pequenos

Para ir ao Sul, prepare a mala dos pequenos com generosidade. Compre um casaco mais grosso e impermeável. Leve camisas de manga longa e de gola alta bem justas – aquelas de malha. Elas servirão para a primeira vestimenta. Coloque casados feitos de lã, mais finos, assim, eles virão debaixo do “super casaco”. Esteja com uma touca sempre ao alcance das mãos. O vento é frio sempre e é bom proteger os ouvidos dos pequenos. As luvas também aquecem os dedinhos do frio, inclusive pela manhã, que é mais gelada.

Além disso, eu comprei pro Pedro meias-calças de algodão, bem grossas. Ninguém as via mesmo. Assim, elas iam abaixo da calça jeans e com meia por cima. Nos pés, bota! Sempre! Outra coisa que levávamos sempre era uma capa de chuva e um guarda chuva. Pijamas de flanela e moletons também são boa pedida. Proteger o Pedro é prioridade nº 1 pra mim. E assim eu faço o que posso.

Ah… no avião eu levei um estojo com lápis de cor e alguns livros de pintar. Desta forma, Pedrinho passou as três horas de voo tranquilo e se divertindo.

Igreja de São Pedro

Convido aos amigos católicos a irem à Igreja de São Pedro. Ela fica no centro de Gramado e é impossível de não ser percebida. Ela é toda feita em pedra e é uma das igrejas mais lindas que já conheci. Além disso, ela fica aberta o dia inteiro. Lá dentro, se pode ouvir música gregoriana e aproveitar pra rezar. Há várias opções de horários de missas nos fins de semana, o que facilita o cumprimento do preceito cristão.

Rumo ao Sultchê!

abril 13, 2011

Uma coisa é fato: viajar restaura minhas forças e renova meu ânimo. Quisera eu ter dinheiro e tempo para viajar a cada bimestre, pelo menos. E toda vez eu começo a pensar em viajar, confesso: perco, até, a racionalidade. Meu marido então nem se fala. Ele é ainda mais maluco que eu quando o assunto é sair de Brasília pra descansar. E foi isso que aconteceu outro dia desses.

Recebi num fim de semana um email marketing anunciando promoção da CVC justamente para Maragogi (AL), nosso último destino de viagem – aprovadíssimo, por sinal.  Só por causa deste e-mail, fomos parar numa loja CVC. Lá fizemos alguns orçamentos e voltamos pra casa pra pensar. Logo meu marido começou a ver a previsão do tempo e descobriu que, neste período, o nordeste tem de pancadas de chuva.

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Respostas de Deus pra mim

março 19, 2011

Ultimamente tenho tido alguns problemas na minha vida profissional. Sou daquelas pessoas que zela até demais quando o assunto é trabalho. E, claro, por isso, espero demais. Algumas coisas andaram mudando no meu serviço e me aborreceram por demais. Com o ocorrido, tenho pedido a Deus algumas respostas. E Deus sempre se compadece de mim e me mostra algo além do meu sofrimento.

Certo dia, levei meu filho pro coleginho. Um de seus coleguinhas estava chorando. Percebi que ele está chorando quase sempre quando deixo o Pedro. Fiquei sabendo que o motivo do choro é porque seus pais estão em processo de separação. Início da resposta de Deus.

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Ano novo, novo diagnóstico: resistência à insulina

janeiro 7, 2011

Escrevi aqui um post dizendo que quero ter um segundo filho. E, de fato, quero. Mas desde que eu parei de tomar o anticoncepcional não paro de engordar. Aliás, já faz dois anos que eu venho engordando vertiginosamente. Estou 20 quilos acima do meu peso. Exatamente a mesma quantidade que engordei na gravidez do Pedro. Além disso, meu cabelo não para de cair. Assim, minha autoestima tem ido pro ralo, confesso.

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Comi, rezei e amei!

dezembro 3, 2010

Hoje é meu último dia de férias. Foram três semanas indescritíveis. Fizemos escolha certa do local, que foi Maragogi (AL), o resort também superou nossas expectativas e nós três – eu, o Alê e o Pedro – aproveitamos cada segundo da viagem, tornando-a inesquecível. Estamos renovados!

Nosso dia a dia é marcado pelo tic tac do relógio. Para mim, principalmente. O estresse do meu dia é conseguir realizar todas as tarefas que a rotina me impõe e, confesso, não é nada fácil. É uma delícia ser mãe, esposa, dona de casa, profissional… Mas a falta de tempo não me dá trégua. Portanto, uma viagem, pelo menos uma vez por ano, é totalmente necessária. Necessária, inclusive, para o bem-estar do casamento.

Em Maragogi, a providência divina fez com que os nossos relógios simplesmente estragassem. Isso mesmo. Os dois, o meu e o do Alê, pararam de vez. Além disso, a internet do hotel só funcionou no primeiro dia e o celular só pegava praticamente na beira da praia. Fomos desprogramados por Deus. Tudo o que eu estava precisando. As preocupações, a correria, o estresse… deixamos cada um deles em casa. Portanto, parafraseando um livro que li há algum tempo, posso dizer que “comi, rezei e amei”.

Viagem para comemorar o aniversário de casamento

Casei-me em 19/11/2005. Neste ano, completei cinco anos de casamento e fico mais que feliz com essa conquista. Já falei um milhão de vezes que o meu casamento é um presente de Deus e o Alê é, de fato, o homem escolhido por Deus a mim. Eu o amo declaradamente, publicamente… Resolvemos marcar nossas viagens anuais sempre nesta data para comemorar o aniversário de casamento em grande estilo. No dia 19, portanto, fomos a Porto de Galinhas.

Em Porto de Galinhas, fizemos o passeio de buggy que começa em Muro Alto e segue até Maracaípe. As praias são lindas, tornando o lugar paradisíaco. As belezas naturais do nordeste me faziam agradecer, cada segundo, ao Pai que nos dera a oportunidade de estar ali.  No almoço, comemos um peixe na telha, com direito a camarões empanados… Depois, um passeio nas lojinhas de Porto.

Já em Maragogi, aproveitamos para fazer mergulho. Fomos às famosas Galés de Maragogi, mas fizemos mergulho também em frente ao resot, com estrutura própria do hotel. Pedrinho, é claro, tirou de letra. Mergulhou com os peixinhos, tirou foto debaixo d’água e impressionou todo mundo, como sempre. Vale a pena e eu recomendo pra que for ao local.

Outro ponto alto das férias foi a programação noturna do resort Miramar. Shows diversos, de o famoso musical da Broadway Cats aos clássicos da banda Queen, luau para os eternos apaixonados e, ainda, boate. O mais incrível é que, apesar do adiantar da hora, já que as apresentações aconteciam sempre após as 22h, quem adorou foi o Pedro.

Como viram, fizemos de tudo um pouco. Também comemos e dormimos muito. No último dia, ganhei um jantar a luz de velas no bingo no restaurante Ixu, também localizado no hotel Miramar. Pedimos uma salada de frutos do mar de entrada, tomamos um vinho branco chileno pra acompanhar o peixe que escolhemos para o prato principal e finalizamos o jantar com um maravilhoso Petit Gateau. Tudo isso a luz de velas, na beira do mar… Eu chamaria de Grand Finale.

Bem, é isso… A ideia era contar a viagem dia a dia, mas, como disse, não havia internet que funcionasse no hotel. Tenho que correr, pois hoje é dia de renovar a matrícula do pequeno no colégio. Tenho que reunir os documentos necessários.

Na contagem regressiva para as férias

outubro 20, 2010

Novembro está chegando e, com ele, as minhas férias. Faltam apenas alguns dias pra eu curtir meu justo descanso e, como podem ver, já estou na contagem regressiva. Confesso que quando escolhi o jornalismo por profissão não pensei nas consequências futuras, como não ter horário, ser a última a chegar em casa (sempre) e nunca gozar dos feriados e sempre estar em pauta nos fins de semana.

Contudo, não é hora de lamurias. Afinal… o Caribe brasileiro me espera. Isso mesmo. Após pesquisarmos alguns destinos e, inclusive, depois de ter congelado no Sul quando estive em Bento Gonçalves (RS), o destino destas férias será Maragogi (AL). Eu e o Alê queremos colocar as pernas pro ar e esquecer que o resto do mundo existe – precisamos disso, juro. Então, vamos pra um resort na localidade, com sistema all inclusive, para que nós não tenhamos preocupação com absolutamente nada além de nos lambuzar de protetor solar de duas em duas horas.

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Decisão tomada: quero um segundo filho!

setembro 15, 2010

Após quase quatro anos do nascimento do Pedro, tomei uma decisão. Coloquei-me nas mãos de Deus e agora espero que Ele decida quando devo engravidar novamente. Vocês que lêem meu blog já sabem: para engravidar do Pedro, bastou que eu parasse de tomar o remédio. Mas estou totalmente entregue nas mãos de Deus. Na verdade, já chegou mesmo a hora. Pedrinho não para de pedir um irmãozinho e, de fato, se eu não engravidar logo, as idades serão muito distantes e eles não serão tão amigos… Esse assunto também era motivo de desentendimento lá em casa. Pelo meu marido, já teríamos três filhos, no mínimo. Meus medos continuam o mesmo: meu trabalho demanda muito do meu tempo, não estou nem um pouco a fim de engordar 20 quilos como da primeira vez, e meu casamento, que está em nova “lua de mel”, terá de se readaptar a um novo bebê. No entanto, esses entraves nunca deixarão de existir e a hora chegou.

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A culpa

abril 17, 2010

Escrever para mim é a melhor forma de desabafar. E hoje estou mais que necessitada. O que sinto se resume em uma pequena palavra: culpa. E a culpa da minha culpa está diretamente ligada ao tempo. Aliás, à falta dele. O grande problema é que, definitivamente, 24 horas não são o suficiente para que eu cumpra os diversos papéis da minha vida: esposa; mãe; profissional; filha; amiga; dona de casa; mulher.  Daí eu já começo o dia me sentindo culpada. Preciso fazer uma atividade física. Solução: academia. Contudo, só se for às 6h30 da manhã. Eu quero e necessito conquistar uma rotina, mas meu corpo sonolento e ainda exausto do dia anterior não me deixa levantar. A culpa já toma seu lugar de honra do dia, avisando-me, ainda, que o mês da academia já foi pago e o dinheiro está indo pro lixo. Acordo, então, e começo a correr. Após o banho, o drama para escolher a roupa do dia. Digo drama porque engordei e minhas roupas não entram mais. Daí, restam-me aquelas que tive coragem de comprar maior. Visto-me, culpada porque não fui pra academia resolver o problema do peso. Preparo a mochila do Pedrinho, o uniforme e o lanche. Dou banho no pequeno, enquanto preparo o leite e o pão da manhã. Troco a roupa do Pedro, brigo na hora de escovar os dentes dele e saio disparada pra deixá-lo na casa da minha sogra, antes de ir para o trabalho. É claro que a culpa já me pega de jeito. Estou atrasada, como sempre. Afinal, eu e o relógio, vulgo tempo, não nos entendemos bem. A culpa também começa a me lembrar que este é um dos poucos momentos que eu tenho com o meu filho durante o dia. Chego no trabalho. Digo “bom dia!” constrangida e com a culpa estampada no rosto pelos 20 minutos de atraso. Ligo o computador e busco um café para acordar de vez. A minha mesa no trabalho, com papéis espalhados pra todo lado, já denuncia: as coisas não estão bem e há acumulo de serviço. Entro na net e aproveito pra dizer “bom dia!” pro meu marido por e-mail ou pelo gtalk. Já entro no site da Folha, do G1, do correioweb, do Estadão, da CNI, do governo federal, etc e vejo o que tem de bom pro meu jornal no dia seguinte. No meu e-mail do trabalho, a chefa me lembra, com uns dez e-mails, das pendências daquele dia. Reunião, pauta pro Jornal, release do Sesi, revisão de um texto, cobertura de um evento, matéria que não foi pro site, contato com os jornalistas… O telefone toca. É meu pai ou minha mãe. Faz duas semanas que não os vejo. A culpa me recorda, mais uma vez, que está ali, sentada ao meu lado, como companheira fiel. Não tenho tempo pra minha família, nem marido e filho, que dirá pais e irmãs. Mas ainda bem que existe o telefone. A saudade já diminui. A manhã é curta e logo passa. São meio-dia. Preciso engolir a comida e correr de volta pra casa da minha sogra. Antes, passo na padaria e compro alguma coisa bem gostosa para o Pedro levar no lanche (o suco e a fruta eu já mandei de manhã). Chego à casa da minha sogra, dou banho no Pedro  (é mais um momento que tenho pra não me sentir a pior mãe do mundo), coloco o uniforme, meia, tênis,perfume, e não consigo fugir da segunda briga para escovar seus dentes. Deixo ele e a priminha no colégio e volto às pressas para o trabalho, afinal, há muita coisa a fazer. A tarde é longa, contudo, curta para mim. As pendências da manhã têm que ficar prontas no fim do dia. Isso é jornalismo. Não bastasse as coisas que tenho pra fazer, ainda ligam o Correio, o Jornal de Brasília, a TV cultura, a CBN… tudo jornalista precisando falar com alguém da casa ou querendo dados da indústria do DF. São 18h. O expediente está acabando. Meu estômago ronca e me avisa da fome. É claro que eu não trouxe a fruta que a nutricionista mandou e nem comi o biscoito de água e sal às 16h. Só me entupi de café. Fecho o Jornal depois das 19h. São quase 20h e meu marido já está com raiva de mim. A culpa, que não me deixou nenhum segundo do dia, me lembra que eu não vou ver meu filho acordado (meu marido já o pegou no colégio, deu banho, janta e o pôs pra dormir), vou chegar em casa pelo quarto dia da semana tarde e cansada, e sem muito tempo pra dar atenção ao maridão, que também precisa de mim. Ahhhh, a culpa também me lembra que eu não tive tempo de fazer aquele release da educação do Sesi e que o texto do murão ficou em cima da minha mesa, à espera de correção. Em casa, além do meu marido, a louça e o uniforme do Pedro me esperam. Preciso lavá-los. Meu filho está num sono profundo e meu marido chateado, como sempre. O cansaço me avisa que eu não terei forças para ir à academia no dia seguinte. Mas eu ainda tenho ânimo de ver mais um capítulo da nova série que eu e o Alê estamos vendo. Nova para mim, aliás. Isso porque ele já viu todos os capítulos durante a semana, enquanto me esperava. Vejo um capítulo pescando. Meus olhos não me obedecem mais. Ele percebe que eu dormi e fica mais chateado ainda. Na cabeceira da cama, permanece, intacto, o terço que eu prometi rezar todos os dias com ele. A culpa me avisará no dia seguinte que eu esqueci de rezar. E, é claro, também dorme comigo, me recordando, por meio de sonhos, que não terei tempo, também amanhã, de fazer tudo outra vez.

Indignação: hospitais particulares cancelam pediatria na emergência

abril 14, 2009

Hoje, li, estarrecida, uma notícia no site do Correio Braziliense – um dos maiores jornais de Brasília. A matéria trazia o seguinte título: Hospitais privados no DF deixam de oferecer pediatria nas emergências. Por ser mãe e depender, em diversas situações, das emergências pediátricas, resolvi procurar saber do que se tratava: dois grandes hospitais do DF (Hospital Brasília e Prontonorte) decidiram acabar com as emergências pediátricas em seus pronto-socorros. O motivo seria os baixos honorários recebidos pelos pediatras. “Nas consultas por planos de saúde, o repasse para os médicos é de cerca de R$ 40”, explica a matéria. O texto ressalta, ainda, que a falta de atendimento infantil especializado nestes hospitais tem superlotado outros pronto-socorros como o Santa Luzia e o Santa Lúcia, por exemplo. E que a média de atendimento nestes locais tem sido, em média, de três horas.

Confesso que o fato me preocupa seriamente e por vários motivos. Além do tempo gasto para consultar uma criança, temo pela qualidade do atendimento realizado pelos profissionais. Quanto maior a quantidade de crianças, mais rápidas terão de ser as consultas. E o diagnóstico correto? E a saúde dos nossos filhos a quem serão entregues? Sem contar na exaustão dos médicos com toda essa situação. Além do mais, a quem cobraremos a fortuna de dinheiro que deixamos mensalmente nos “cofres” dos planos de saúde?

É de indignar. Já não bastava nosso país nos cobrar uma fortuna de INSS e nos devolver com o pior serviço de saúde possível, agora os nossos planos – que custam o olho da cara – nos atendem com qualidade. Isso já é uma realidade para mim. Lá em casa, todos nós temos o convênio subsidiado pela minha empresa e, mesmo assim, ainda são descontados quase R$ 600 por mês do meu salário, em função do plano. Mas, para levar meu filho a um bom pediatra, com experiência, pago pela consulta particular. E lá se vão mais R$ 150 por cada ida ao consultório!

Ah… a matéria ainda revela que “os recém-formados preferem se especializar em outras áreas mais rentáveis e que exigem menos dedicação”. Um absurdo! Quem vai cuidar da saúde dos pequenos?! Além disso, se a saúde das crianças não é bem acompanhada, teremos adultos doentes em breve!

Já passou da hora dos planos aumentarem os honorários dos pediatras e nos dar um serviço melhor. E não somente isso, mas diminuir o montante de burocracias na hora de fazer um exame, aprovar, com mais rapidez e eficiência as internações, entre tantos outros problemas que encontramos ao usar esse tipo de serviço.

Fica aqui toda minha indignação com essa história.

Dia de São José… quatro anos após o meu noivado

março 19, 2009

noivado-61Hoje, 19 de março, é dia de São José. José, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus. Há quatro anos, em 2005, o dia 19 de março caia em um sábado. E, neste, dia eu e o Alê noivamos. Preparamos uma missa especial no escritório da Evangelização, localizado na Paróquia São Paulo. Pe. Carlos celebrou a missa do nosso noivado e, meses depois, ele mesmo celebrava meu casamento. Nossos amigos e familiares estavam lá para presenciar este grande passo de nossas vidas. Foi mais que emocionante. E não podia ser em outro dia. Quantas vezes, chorando aos pés de Jesus, eu pedi o meu José?! Aquela era a resposta de Deus na minha vida. Deus cumpria ali uma de suas promessas a mim. Era o lindo plano de Deus começando a se concretizar. O Alê era mesmo o meu José. Um homem temente a Deus, homem justo, homem atencioso e carinhoso, homem responsável, homem amável, homem forte, homem fiel, homem amigo e companheiro. Tudo o que eu havia pedido em oração. É claro que eu não tinha a mínima ideia de que Deus me enviaria o Alê. Afinal de contas, éramos amigos há tempos. Cúmplices, eu diria. Mas Deus nos quis juntos e isso foi uma grande surpresa pra mim. Portanto, hoje é um excelente dia para que eu diga ao meu esposo o quanto eu o amo e o quanto sua presença mudou a minha vida.

Alê,

Em quase cinco anos de convivência, a sua presença foi capaz de transformar a minha vida. Você conseguiu realizar todos os meus sonhos – sonhos estes que ninguém nunca havia tomado conhecimento. As grandes conquistas da minha vida aconteceram ao seu lado. Me formei, consegui um bom emprego, casamos e ganhamos o mais lindo presente de Deus: o Pedro. Portanto, ao seu lado, deixei de ser aquela menina (de 13 anos) e me tornei uma mulher. Obrigada por existir. Homem nenhum no mundo seria capaz de me tornar uma mulher realizada como você o fez. Te amo… Suzy

“Sou seu José, simples José e nada mais”