O custoso incisivo central

julho 12, 2012

E julho começou diferente. A arcada dentária dele, com aqueles dentinhos tão pequenos e branquinhos, iniciava a mudança definitiva de uma vida inteira. Era tempo de cair seu primeiro dentinho, o incisivo central.

Inquieto, Pedrinho não parava de se olhar no espelho. Com seu dedo indicador mexia naquele dente molenga, que só atrapalhava na hora de morder um alimento.

O pai, muito companheiro, ia e vinha com fio dental, linha de costura, e todas as ferramentas ensinadas pela avó para que aquele momento tão esperado, o de aparecer a primeira janela na pequenina boca do Pedrinho, chegasse.

Passaram-se dois dias e o teimoso dente não queria cair. Sua raiz era firme. Persistente como seu próprio dono que não o queria mais ali. Incansável, Pedrinho não saiu de frente do espelho. Sua prima, três anos mais velha e já experiente no assunto “dentes moles”, ajudou-o, ensinando os movimentos corretos de arrancar aquele intruso e não mais hóspede de sua boca.

E após muito movimentar o pobre dentinho pra frente e pra trás, ele acabou por cair. Gritos, euforia e muita emoção por parte dos pequenos. Eles haviam conseguido o feito sem a ajuda dos adultos.

Além disso, ele era o terceiro de sua turma do colégio a perder um dente. Motivo de orgulho e de maior “maturidade” que os demais amigos.

O dentinho, claro, foi pra debaixo do travesseiro. A fada do dente haveria de buscá-lo. Afinal de contas, as conquistas merecem um prêmio. Neste caso, R$ 10 que valem R$ 1 mil para as crianças e o direito de mais um lindo sorriso com a mais nova janelinha da casa. 

Mães e pais negligentes, até quando?

maio 28, 2012

Hoje eu resolvi escrever para o blog como meio de desabafo. As boas mães – e porque não dizer também os bons pais – vão me entender. Haverá leitores que irão me criticar. Que critiquem. Para mim, ter filhos é uma decisão que deve ser muito bem pensada. Além da enorme alegria que um filho traz ano nascer, consigo nascem inúmeras responsabilidades que serão para toda a vida. Isso deve ser levado em consideração.

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Arcebispo emérito de Brasília Dom João Braz de Aviz é criado Cardeal pelo Papa

abril 3, 2012

Caros,

Confiram minha matéria publicada na última edição da Revista Brasília Católica, acerca do cardinalato de Dom João Braz de Aviz, ocorrido em Roma, em fevereiro passado.

Por Suzana Leite

Cidade do Vaticano – Exatamente às 11h15 da manhã (horário de Roma), do dia 18 de fevereiro, quando soavam os sinos da Basílica de São Pedro, o brasileiro Dom João Braz de Aviz (64) foi criado Cardeal pelo Papa Bento XVI. Neste momento, durante Consistório Ordinário Público, o Arcebispo emérito de Brasília proferiu juramento de fidelidade e obediência ao Santo Padre e a seus sucessores e recebeu os sinais cardinalícios das mãos do Sumo Pontífice. Primeiramente, o Papa impôs o barrete purpurado sobre a cabeça do novo Cardeal. Em seguida, colocou em sua mão direita o anel cardinalício. Por fim, designou-lhe o título de diaconia. Naquela manhã de céu azul, a Igreja Católica Apostólica Romana acabara de ganhar, juntamente com Dom João, 22 novos cardeais, considerados “Príncipes da Igreja”.

O Consistório atraiu pessoas de toda a terra, de todos os povos, de todas as línguas. A Basílica de São Pedro, que tem capacidade para comportar 60 mil pessoas, ficou pequena para tantos fiéis e aquelas que não tiveram acesso ao interior da basílica buscaram a Praça de São Pedro que, por sua vez, também ficou repleta dos que observavam a cerimônia transmitida pelos telões instalados no local.

As insígnias recebidas pelos cardeais foram criadas em 1245 pelo Papa Inocêncio IV. O anel cardinalício é símbolo da fidelidade ao governo pontifício da Igreja. Os 22 novos anéis entregues neste consistório continham a representação de São Pedro e São Paulo e, no centro, uma estrela que evoca Nossa Senhora. A respeito do anel, disse o Papa Bento XVI, na ocasião: “Trazendo este anel, sois convidados diariamente a recordar o testemunho de Cristo que os dois Apóstolos deram até ao seu martírio aqui em Roma, tornando assim fecunda a Igreja com o seu sangue. Por sua vez a evocação da Virgem Maria constituirá para vós um convite incessante a seguir àquela que permaneceu firme na fé e serva humilde do Senhor”.

Já o chapéu vermelho, ou barrete purpurado, é símbolo do poder sagrado de servir ao Papa. A entrega do barrete foi precedida da seguinte oração: “Para a maior glória de Deus onipotente e o bem da Santa Sé, aceita este barrete púrpura, insígnia singular da dignidade cardinalícia pela qual e até á morte, mesmo que na efusão do sangue, com intrépido vigor defenderás a fé, promoverás a paz e o bem do povo cristão e promoverás a liberdade e a expansão da Santa Igreja Romana. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

 Ainda na oportunidade, Dom João recebeu o título de Cardeal-diácono de Santa Helena fora da Porta Prenestina. Os títulos cardinalícios concedidos aos novos cardeais são igrejas da diocese de Roma, cujo nome e propriedade estão ligados a um cardeal no momento da sua criação. Além disso, o brasão de armas de Dom João reitera o lema de seu episcopado: “Para que todos sejam um” (Jo 17,21).

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Eu acredito no casamento!

novembro 19, 2011

Hoje em dia é unânime: casamento é uma utopia. Ouço isso por todos os lados, entre as conversas com amigos, na mídia, etc. O Fantástico, da Rede Globo, apresentou recentemente uma matéria que trazia uma inovadora notícia, os casamentos com tempo determinado, uma lei proposta no México. O assunto pode até ter maioria quando a opinião é negativa, mas faço parte da minoria: eu acredito no casamento. Eu vivo o casamento intensamente no dia a dia. Com todas as dificuldades de ser família, mas com todas as delícias de ser casada – mãe e esposa.

Hoje, dia 19/11, faço seis anos de casada. Não me canso de repetir que esse casamento é o cumprimento da promessa de Deus em minha vida. E é aí que está a diferença. Jesus está no meio de nós, assim como na Sagrada Família. É ele que realiza em nós e em nossas vidas. Eu e o Alê nos conhecemos na Igreja e temos a certeza que Deus nos escolheu um ao outro e, por isso, cruzou nossos caminhos. Portanto, nosso amor vem do verdadeiro amor,     que é Deus.

Outro dia desses um colega de trabalho disse pra mim que é impossível um homem ter amor e desejo por uma única mulher em sete anos. Faço seis anos de casada, mais de sete que estou com o Alê e 14 anos que nos conhecemos. Confesso: não trocaria meu marido por homem nenhum do planeta. Porque o Alê é assim: aquele que Deus escolheu pra mim. Bom marido, excelente pai, companheiro em todas as horas, presente em minha vida, preocupado com o meu dia a dia, provedor da nossa família. Se pudesse voltar no tempo eu faria tudo de novo. Eu me casaria novamente com ele, subiria naquele mesmo altar e diria o mesmo sim, que é eterno.

E o amor se faz assim, no dia a dia. A cada dificuldade enfrentada, a cada alegria vivida. De que adianta ser companheira somente nos momentos de felicidade? Ser esposa é também sofrer junto. É compreender. É rezar junto. Mas eu posso afirmar que vivi lindos momentos ao lado dele. Dei boas gargalhadas com a sua gaiatice, aprendi muito com sua inteligência e, claro, aprendi também a ser mais tolerante, menos rancorosa, mais amável… Quanto eu fui e sou feliz ao seu lado.

Hoje eu tenho uma família. Nada seria possível se não fosse o casamento. A amizade, o namoro, o noivado e o casamento. Cada passo dado, um a um. Tudo com a graça de Deus. Pedrinho é a personificação do nosso amor. E como sua presença nos faz felizes, completos. Ele também é graça do Pai, que está no Céu.

Caros, o casamento não é utopia. Mas é vivido por pessoas, homens e mulheres, que tomam a decisão de amar um ao outro e de fazer ao outro feliz. O casamento é uma doação. É ceder dia a dia para ver o outro feliz e, claro, se felicitar com a realização do cônjuge. Parece loucura? Tente. A solidão desse mundo vazio, solidificado apenas no prazer e na beleza não tem nada parecido com o que falo do amor.

São seis anos. É pouco sim, eu sei. Mas estou preparada ou, ao menos, com muita vontade de viver muito mais…

Obs.: Fiz um vídeo – amador, é claro – em comemoração à data. Vou postar no YouTube. Depois ponho o link aqui.

I’m in London!

outubro 9, 2011

Eu que nunca havia sequer pensado em cruzar as fronteiras do Brasil por qualquer razão de seja, incluindo viagens a passeio, desembarquei, no último domingo, no aeroporto internacional de Londres, Heathrow, mais precisamente no terminal 1. Isso mesmo. Amanhã faz uma semana que estou numa das cidades mais lindas e cobiçadas da Europa, criadas às margens do Rio Tâmisa, que passa aqui aos fundos do Hotel Hilton Canary Wharf, inclusive.

Adoro viajar. Quem não gosta? Mas amo meu País e todos os anos planejo uma boa viagem pros mais belos cartões postais nacionais, locais onde encontro tranqüilidade, natureza e tudo o que é necessário pra esfriar a cabeça e recarregar a bateria.

Tenho feito viagens a trabalho pra cobrir eventos. Do Sul ao Nordeste brasileiro, se precisam de jornalista da instituição em que trabalho, estou lá. Mas desta vez foi diferente. Primeiro minha chefa pediu-me para que eu providenciasse meu passaporte. Ok. Obedeço ordens e mesmo sabendo que eu ia jogar pela janela os R$ 156,00 que a Polícia Federal cobra pra fazer o documento, fiz meu pedido e agendei a visita ao Na Hora de Brasília. Não havia a menor possibilidade de que hoje, por exemplo, eu estivesse escrevendo este relato direto de Londres. Jamais um jornalista do local onde trabalho fez uma viagem ao exterior. É caro e o motivo tem que ser bem plausível pra isso acontecer.

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O cowboy mais lindo do mundo!

julho 5, 2011

Pedrinho anda uma figura, como sempre. E, dos 3 para os 4 aninhos, ele teve um avanço considerável na inteligência, na forma de se comportar em público e de interagir com os outros, nas habilidades de desenho, etc.

Em junho, foi a festa junina do colégio do pequeno. Ano passado ele nem se mexeu no palco de apresentações. Mas, neste ano, ele ensaiou na escola, repetiu os passos diversas vezes em casa, decorou a letra da música e arrasou no palco. Dançou lindamente e deixou essa mãe aqui mais boba e orgulhosa que já é.

Claro que filmamos e tiramos muitas fotos desse lindo momento. Aliás, filhote estava lindo. Fiz questão de comprar bota de couro, cinto de fivela, lenço e chapéu, além da clássica calça jeans e da camisa quadriculada.

Posto, portanto, algumas fotos deste dia. Vocês não podiam deixar de ver o cowboy mais lindo do mundo!

O retorno

junho 3, 2011

Ansiosa estava eu no saguão do Aeroporto Internacional de Brasília naquele domingo de manhã. Meus olhos míopes procuravam um serzinho de 1,10m no alcance da visão. De repente, o vejo correndo com sua camisa do Vasco – o time do coração imputado pelo pai desde bebê – em minha direção. Aquele foi o abraço mais apertado e mais demorado que já recebi. Seus bracinhos grudaram em meu pescoço e suas perninhas enlaçaram minha cintura. Seu corpo dizia, sem necessitar de palavras, algo do tipo: “Mamãe, não vá embora. Preciso de você!”. Tive que me livrar das malas e nem a bolsa eu pude abrir com ele no colo. Aquelas perninhas enlaçadas na minha cintura não queriam descer ao chão. O meu rapaz, que já tem quatro anos, voltara a ser um bebê e pedia colo.

No caminho até o estacionamento, perguntei: “Posso te beijar muito?”. Sua cabecinha apenas afirmou que sim. Ao chegar ao carro, ele se pôs a pedir: “Mamãe, não vá no banco da frente. Sente-se comigo”. Meu marido, então, ficou de motorista. Já no lado de trás do carro, Pedrinho segurou forte o meu braço e por longos minutos me acariciou. Baixinho, ele dizia o que sentia: “Mamãe, fiquei com muita saudade sua. Eu te amo”. O pequeno falou repetidas vezes essas frases até chegar a casa…

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Família separada por viagens…

maio 24, 2011

Pedrinho, eu e o Alê iremos passar uma experiência totalmente nova nesses dias. O Alê está fazendo um curso a trabalho em São Paulo, que já está durando alguns dias. A distância, embora doa em mim e no Pedro, é amenizada aos fins de semana, quando ele volta para casa.

Só que amanhã é minha vez de viajar a trabalho, e coincidir datas de viagem jamais aconteceu conosco. Pedrinho, que nunca dormiu fora de casa, terá que passar quase uma semana sem nós dois. Ele jamais passou uma noite longe de mim ou do Alê e não sabemos como será sua reação.

Eu sigo pra Salvador, mas meu coração de mãe ficará em casa, junto com meu pequeno. Só não vou mais preocupada, porque tenho um anjo na minha vida, que é minha sogra. Ela me ajuda a cuidar do meu pequeno desde que voltei a trabalhar e eu não tenho palavras pra agradecer tanto carinho e amor pelo meu filho.

A saudade de ficar longe do meu filho eu já conheço e, confesso, é angustiante. Ano passado fiz algumas viagens a trabalho e não é nada legal ficar tantos dias longe do meu pequeno. Mas trabalhar faz parte da vida e essas situações são inevitáveis.

Acho, inclusive, que será um momento de crescimento para todos nós, que somos tão apegados um ao outro. Vamos ver no que isso vai dar.

Pedro, o sommelier de sucos

maio 18, 2011

No Sul, Pedrinho esteve conosco em duas vinícolas: Aurora, em Bento Gonçalves, e Jolimont, em Canela. Eram paradas durante os passeios da CVC e ele acabou no meio dos adultos conhecendo um pouco da história dos vinhos e aprendendo como se degusta essa delícia – sem provar, é claro.

Pedrinho acompanhou as visitas como uma criança qualquer. Posou pra fotos, sorriu e depois não teceu nenhum comentário sobre o que viu e ouviu.

Chegando a Brasília, Pedrinho retorna às aulas. Minha cunhada é professora dele e chegou intrigada em casa outro dia desses indagando meu marido sobre um determinado comportamento do Pedro. Segundo ela, durante o horário do lanche do colégio, Pedro se pôs no meio dos coleguinhas, se levantou com um copo de suco nas mãos e começou a explicar:

– Tem que segurar o copo, balançar e depois que o cheiro subir, cheirar. Depois, pode tomar um gole. Mas não pode engolir. Tem que fazer assim. (No momento ele toma um gole e bochecha o suco.) Depois pode engolir!

Nem minha cunhada nem menos os coitadinhos dos coleguinhas do Pedro entenderam nada. Mas eu e o Alê entendemos. Ele estava ensinando os colegas a tomar o suco da forma como se degusta um vinho.

Resultado: caímos na gargalhada. Pedro é essa figura. Sempre nos surpreendendo e nos alegrando com suas histórias, cada dia mais hilárias.

Vai conhecer as Serras Gaúchas? Confira as dicas!

maio 12, 2011

Retornamos de mais uma viagem. Diferente de todas as que já fizemos, mas tão charmosa quanto. Como já relatei anteriormente, trocamos o calor do Nordeste pelo frio do Sul. Gramado (RS) é uma cidade linda, pequena e muito aconchegante. Não tem a beleza praiana, mas os vales e serras deslumbrantes – que não cansam nunca a vista – não deixam a desejar. E o vento gelado, mesmo em dias de sol, além da neblina que esconde o amanhecer, é mais um atrativo local àqueles que vivem imersos no calor como nós, brasilienses. As roupas são elegantes e a comida e seus bons vinhos… nossa, é o melhor da viagem, sem dúvida.

Ficamos no único hotel local que não fica no centro, mas na serra. A escolha foi a dedo, pois a paisagem que se podia ver do quarto em que ficamos valia qualquer preço de hospedagem. Além disso, a cidade de Gramado é pequena e tudo é perto. Assim, mesmo num hotel distante, estávamos apenas uns 800 metros do centro. Eu e o Alê gostamos de viajar sempre pela CVC. É seguro e sempre tem passeios bacanas. Portanto, escolhemos aqueles que seriam interessantes pra nós, que temos uma criança de 4 anos. Então, aqui, deixarei as dicas do que fazer no local.

O City tour de Gramado e Canela é bem legal, mas caro. (Aliás, essa é uma nova dica. Separe dinheiro. Lá tudo é muito caro). O passeio inclui muitas paradas nas duas cidades, incluindo o Lago Negro, o Minimundo, o Mundo a Vapor, o Parque do Caracol, o Dreamland (Museu de Cera), o Castelinho Caracol – uma das primeiras residências de Canela, o Museu de Pedras, entre outros. A maioria das atrações são bem interessantes, mas todas elas cobram entrada. Cerca de R$ 15,00 cada, por pessoa. Portanto, prepare, pelo menos, R$ 200,00 por casal.

O Tour da Uva e do Vinho também é bem bacana. É um passeio que segue de Gramado a Bento Gonçalves, passando por cidades como Caxias do Sul, Carlos Barbosa e Nova Petrópolis. Embora o passeio passe por locais como a famosa Igreja de São Pelegrino, a fábrica da Tramontina e uma casa de queijos e vinhos, além da vinícola Aurora, o ponto alto do dia é o passeio de Maria Fumaça, com muito vinho e atrações dentro do antigo trem. O passeio custa em torno de R$ 150,00 por pessoa e a passagem da Maria Fumaça é uma bagatela de R$ 65,00 por pessoa. Mas é o melhor passeio oferecido no local. Neste dia, tivemos a sorte de participar da Fenavinho – maior evento vitivinícola do País – realizado a cada dois anos em Bento Gonçalves.

Do outro lado da Serra é um passeio que tem três paradas: Alpen Park, Gramadozoo e Vinícola Jolimont, e custa R$ 70,00 por pessoa. A descida de 630 metros pela montanha em um trenó, do Alpen Park, é emocionante – Pedrinho desceu três vezes. O cinema 4D também é uma atração bem bacana. Tem ainda outros brinquedos à disposição. É claro que o Pedro amou. E, embora também seja bem caro – cada atração custa cerca de R$ 20,00 – vale a pena ir. No caminho fica a vinícola Jolimont – a melhor parte pro papai e pra mamãe, diga-se de passagem. Cercada de videiras e em meio um deslumbrante vale está a Jolimont, tradicional casa de vinhos artesanais da Serra Gaúcha. Degustamos deliciosos vinhos e, é claro, encomendamos uma caixa para nossa casa. Já o Gramadozoo é um zoológico diferente e bem bacana de ser visitado, em função dos animais não ficarem em jaulas. A entrada custa R$ 18,00 por pessoa.

Fomos também aos passeios da Noite Alemã e do Baile Gaúcho. A Noite Alemã tem um farto café colonial, onde são servidas deliciosas iguarias da culinária alemã. Muita música e dança folclórica completam a noite – 80,00 por pessoa. Neste passeio, que é muito animado, por sinal, até o Alê, que não dança nem por reza brava, arriscou uns passos. Eu filmei tudo! Já o Baile Gaúcho encerrou a semana. É uma festa que celebra a riqueza cultura local, com farto churrasco gaúcho, no famoso Garfo e Bombacha – isso tudo pelo valor de R$ 90,00 por pessoa.

Fizemos, ainda, alguns passeios por nossa conta. Fomos à Aldeia do Papai Noel (R$ 15,00 a pessoa, incluindo a criança). Mesmo distante da data que celebra o Natal, o local é lindo e iluminado. Quem está com crianças não pode perder. Fomos ao Mundo Encantado (14,00 por pessoa) – uma casa de minibrinquedos e, ainda, ao castelo do chocolate Caracol (de graça, se o hotel em que se está hospedado é conveniado com o local) – fantástico, cheio de escultural em chocolate, além do próprio chocolate que é indescritível. No último dia, voltamos ao Lago Negro e andamos de pedalinho (R$ 25,00, 20 minutos de passeio). O local é maravilhoso. Vale a pena também.

A culinária

Em Gramado, se come muito bem. Há uma diversidade enorme de bons restaurantes, mas poucos locais em que se pode fazer um lanche ou uma refeição mais em conta. Se você gosta de uma boa comida italiana, sugiro a cantina Di Capo. Um local muito aconchegante, com opção de pratos infantis e, ainda, com lugar separado para as crianças brincarem enquanto os adultos comem e conversam. Isso fez toda a diferença. Sempre que vamos a um restaurante, quando o Pedro termina de comer, a paz acaba, porque ele não tem paciência de ficar ouvindo os adultos papearem. A comida é dos deuses. O melhor macarrão que já comi, sem sombra de dúvida. A cantina também tem bons vinhos, devidamente armazenados em uma adega climatizada. O problema é só a conta que chega perto dos R$ 200,00.

Quem deseja se deliciar com numa boa galeteria, sugiro a Mamma Mia, com galeto ao primo canto. O restaurante possui transporte gratuito e serve uma deliciosa comida que conta com a Sopa de Capeletti como entrada, salada, polenta frita e mole com queijo e linguiça, maionese, costela de porco, o galeto – é claro, e massas como lasanha, nhoque, tortéi, caneloni de queijo, e spaghetti ao sugo, al pesto, ao alho e óleo e quatro queijos. A conta, algo em torno de R$ 150,00. Também estive na Galeto Itália. Não recomendo. É o preço é mais em conta, serve vinho colonial à vontade, mas a comida – embora tenha o mesmo cardápio – é menos requintada, como se estivessem servindo um batalhão de pessoas. Tem a opção de self service com arroz, feijão e afins, e algumas massas a mais, contudo, nada comparado à Mamma Mia. A conta, neste caso, fica em torno dos R$ 70,00.

Agora o ponto alto da culinária local: o fondue. Servido na pedra, o fondue de Gramado é muito superior aos demais que já havíamos conhecido. Nada de óleo para o fondue de carnes, e o queijo e o chocolate são infinitamente melhores aos que se comem em Brasília. Além disso, a quantidade de molhos, a qualidade dos cortes de carne e as inúmeras frutas que ser serve são de encher os olhos. O restaurante que eu recomendo é o Swiss Cottage. Em Gramado há inúmeros restaurantes para fondues. Mas acho que vale a pena escolher um bom local, já que a viagem pede. A conta – a mais cara. Passa os R$ 200,00. Também há serviço de traslado gratuito.

Vamos aos self services. Trattoria Del Corso. Um lindo restaurante, pequeno e aconchegante, com opção de self service na hora do almoço. A comida é muito boa e o preço é razoável. Também tem uma carta de vinhos muito boa. Também há o Vale Quanto Pesa. O nome do local fala por si só. Nem preciso dizer que é self service, né? Há mais variedade de comida do que na Trattoria, mas o local é mais cheio e menos aconchegante. A comida é boa também.

Ah… ia me esquecendo da Pizzaria Porto dos Piratas. O ambiente remete uma embarcação pirata, todo decorado com o tema. Logo na entrada você entra e pisa em um aquário… um barato. Dentro, há baús com tesouros e até os banheiros são cheios de conchinhas. Os garçons também se vestem de piratas. Além disso, também há o espaço para crianças, com videogames, piscina de bolinhas, mesas para desenhos, etc. Pedro amou. A pizza é muito boa. E o preço, em torno dos R$ 100,00 o casal.

Dica para os pequenos

Para ir ao Sul, prepare a mala dos pequenos com generosidade. Compre um casaco mais grosso e impermeável. Leve camisas de manga longa e de gola alta bem justas – aquelas de malha. Elas servirão para a primeira vestimenta. Coloque casados feitos de lã, mais finos, assim, eles virão debaixo do “super casaco”. Esteja com uma touca sempre ao alcance das mãos. O vento é frio sempre e é bom proteger os ouvidos dos pequenos. As luvas também aquecem os dedinhos do frio, inclusive pela manhã, que é mais gelada.

Além disso, eu comprei pro Pedro meias-calças de algodão, bem grossas. Ninguém as via mesmo. Assim, elas iam abaixo da calça jeans e com meia por cima. Nos pés, bota! Sempre! Outra coisa que levávamos sempre era uma capa de chuva e um guarda chuva. Pijamas de flanela e moletons também são boa pedida. Proteger o Pedro é prioridade nº 1 pra mim. E assim eu faço o que posso.

Ah… no avião eu levei um estojo com lápis de cor e alguns livros de pintar. Desta forma, Pedrinho passou as três horas de voo tranquilo e se divertindo.

Igreja de São Pedro

Convido aos amigos católicos a irem à Igreja de São Pedro. Ela fica no centro de Gramado e é impossível de não ser percebida. Ela é toda feita em pedra e é uma das igrejas mais lindas que já conheci. Além disso, ela fica aberta o dia inteiro. Lá dentro, se pode ouvir música gregoriana e aproveitar pra rezar. Há várias opções de horários de missas nos fins de semana, o que facilita o cumprimento do preceito cristão.