O amor de Deus refletido em nós…

setembro 24, 2012

Há pouco mais de dez anos, o então Papa João Paulo II recomendou aos cristãos que assistissem ao filme “A Vida é Bela” – ele mesmo se comoveu ao ver o longa, segundo noticiou a imprensa à época. O filme, de acordo com João Paulo II, retrata o amor de Deus por nós, na figura do pai (Roberto Benigni) que, em um campo de concentração nazista, usa sua imaginação e faz o filho acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.

E ser pai (ou mãe) é isso mesmo, né? É proteger nossos filhos até a última medida. Sábado, tivemos que levar o Pedrinho ao hospital. Ele foi acometido de vários episódios de vômito e, como até o soro seu estômago rejeitou, eu sabia que ele ia ter que ficar internado, tomando soro intravenoso.

E foi o que aconteceu. Pedrinho ficou assustado quando falamos pra ele que ele teria que “colocar um fiozinho dentro da veia pra tomar soro”… Aí entrou a figura do pai. O Alê tem uma criatividade incontestável quando o assunto é o Pedro. Vendo que o pequeno estava com medo, ele, com suas histórias de mundos que não existem, de super-heróis inventados na oportunidade, de superpoderes que são construídos na sua farta imaginação, inverteu a situação e fez o Pedro acreditar que aquela situação não seria tão ruim assim.

Pedrinho tomou a picada da injeção com os dentes cerrados de quem, de fato, é um super-herói. Olhou com olhos de quem não tem medo e não deu um suspiro sequer. O pai, por sua vez, filmou tudo. Aquilo tinha que ser registrado. Era um ato de grande bravura! Passávamos, ali, do primeiro sufoco.

Como era necessário que voltasse a função renal do Pedrinho para que ele fosse liberado, tivemos que ficar horas a fio no hospital. Pedrinho estava cansado. Ficar sentado em uma cadeira não é o ideal para crianças de cinco anos. O Alê se superou. Levantou o ânimo do Pedro nas horas de choro, segurou o celular pra ele jogar os seus jogos favoritos, até a antiga “adedonha” entrou na dança.

Assim eu vejo que Deus reflete em nós seu amor ágape. Amor que não espera nada em troca. Amor que cuida. Amor que só sabe amar. É aí que o ser humano mostra que é “imagem e semelhança” de Deus, daquele que nos criou. Quando tentamos nos superar no amor, para tornar a vida do outro mais fácil de ser vivida.

Graças a Deus, Pedrinho está melhor. E feliz por ter sido tão forte, como um herói, neste momento difícil de sua vidinha.

Anúncios

Neste VII ECC, “eu vi o Senhor, eu vi Jesus curando seu povo”

setembro 6, 2012

Eu e meu esposo, Alexandre, passamos por uma linda experiência recentemente. Em abril deste ano, fomos convidados pelo nosso pároco, Pe. Olmer, para coordenar o VII Encontro de Casais com Cristo (o famoso ECC) da Paróquia São José. Embora o convite fosse completamente desafiador, não tivemos coragem de dizer não.

Fizemos o I ECC da paróquia e, de lá pra cá, anualmente, sempre demos o nosso sim para este lindo serviço da Igreja Católica. Temos consciência do grande poder que o ECC tem de transformar não só vidas como famílias. É mais ou menos como a música do Ricardo Sá, que diz: “Mais eu vi, eu vi o Senhor… Eu vi Jesus curando seu povo”… É verdadeiro! Nós vimos Jesus curando muitos e muitos matrimônios ao longo desses sete anos.

Continue lendo »

O custoso incisivo central

julho 12, 2012

E julho começou diferente. A arcada dentária dele, com aqueles dentinhos tão pequenos e branquinhos, iniciava a mudança definitiva de uma vida inteira. Era tempo de cair seu primeiro dentinho, o incisivo central.

Inquieto, Pedrinho não parava de se olhar no espelho. Com seu dedo indicador mexia naquele dente molenga, que só atrapalhava na hora de morder um alimento.

O pai, muito companheiro, ia e vinha com fio dental, linha de costura, e todas as ferramentas ensinadas pela avó para que aquele momento tão esperado, o de aparecer a primeira janela na pequenina boca do Pedrinho, chegasse.

Passaram-se dois dias e o teimoso dente não queria cair. Sua raiz era firme. Persistente como seu próprio dono que não o queria mais ali. Incansável, Pedrinho não saiu de frente do espelho. Sua prima, três anos mais velha e já experiente no assunto “dentes moles”, ajudou-o, ensinando os movimentos corretos de arrancar aquele intruso e não mais hóspede de sua boca.

E após muito movimentar o pobre dentinho pra frente e pra trás, ele acabou por cair. Gritos, euforia e muita emoção por parte dos pequenos. Eles haviam conseguido o feito sem a ajuda dos adultos.

Além disso, ele era o terceiro de sua turma do colégio a perder um dente. Motivo de orgulho e de maior “maturidade” que os demais amigos.

O dentinho, claro, foi pra debaixo do travesseiro. A fada do dente haveria de buscá-lo. Afinal de contas, as conquistas merecem um prêmio. Neste caso, R$ 10 que valem R$ 1 mil para as crianças e o direito de mais um lindo sorriso com a mais nova janelinha da casa. 

Mães e pais negligentes, até quando?

maio 28, 2012

Hoje eu resolvi escrever para o blog como meio de desabafo. As boas mães – e porque não dizer também os bons pais – vão me entender. Haverá leitores que irão me criticar. Que critiquem. Para mim, ter filhos é uma decisão que deve ser muito bem pensada. Além da enorme alegria que um filho traz ano nascer, consigo nascem inúmeras responsabilidades que serão para toda a vida. Isso deve ser levado em consideração.

Continue lendo »

Arcebispo emérito de Brasília Dom João Braz de Aviz é criado Cardeal pelo Papa

abril 3, 2012

Caros,

Confiram minha matéria publicada na última edição da Revista Brasília Católica, acerca do cardinalato de Dom João Braz de Aviz, ocorrido em Roma, em fevereiro passado.

Por Suzana Leite

Cidade do Vaticano – Exatamente às 11h15 da manhã (horário de Roma), do dia 18 de fevereiro, quando soavam os sinos da Basílica de São Pedro, o brasileiro Dom João Braz de Aviz (64) foi criado Cardeal pelo Papa Bento XVI. Neste momento, durante Consistório Ordinário Público, o Arcebispo emérito de Brasília proferiu juramento de fidelidade e obediência ao Santo Padre e a seus sucessores e recebeu os sinais cardinalícios das mãos do Sumo Pontífice. Primeiramente, o Papa impôs o barrete purpurado sobre a cabeça do novo Cardeal. Em seguida, colocou em sua mão direita o anel cardinalício. Por fim, designou-lhe o título de diaconia. Naquela manhã de céu azul, a Igreja Católica Apostólica Romana acabara de ganhar, juntamente com Dom João, 22 novos cardeais, considerados “Príncipes da Igreja”.

O Consistório atraiu pessoas de toda a terra, de todos os povos, de todas as línguas. A Basílica de São Pedro, que tem capacidade para comportar 60 mil pessoas, ficou pequena para tantos fiéis e aquelas que não tiveram acesso ao interior da basílica buscaram a Praça de São Pedro que, por sua vez, também ficou repleta dos que observavam a cerimônia transmitida pelos telões instalados no local.

As insígnias recebidas pelos cardeais foram criadas em 1245 pelo Papa Inocêncio IV. O anel cardinalício é símbolo da fidelidade ao governo pontifício da Igreja. Os 22 novos anéis entregues neste consistório continham a representação de São Pedro e São Paulo e, no centro, uma estrela que evoca Nossa Senhora. A respeito do anel, disse o Papa Bento XVI, na ocasião: “Trazendo este anel, sois convidados diariamente a recordar o testemunho de Cristo que os dois Apóstolos deram até ao seu martírio aqui em Roma, tornando assim fecunda a Igreja com o seu sangue. Por sua vez a evocação da Virgem Maria constituirá para vós um convite incessante a seguir àquela que permaneceu firme na fé e serva humilde do Senhor”.

Já o chapéu vermelho, ou barrete purpurado, é símbolo do poder sagrado de servir ao Papa. A entrega do barrete foi precedida da seguinte oração: “Para a maior glória de Deus onipotente e o bem da Santa Sé, aceita este barrete púrpura, insígnia singular da dignidade cardinalícia pela qual e até á morte, mesmo que na efusão do sangue, com intrépido vigor defenderás a fé, promoverás a paz e o bem do povo cristão e promoverás a liberdade e a expansão da Santa Igreja Romana. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

 Ainda na oportunidade, Dom João recebeu o título de Cardeal-diácono de Santa Helena fora da Porta Prenestina. Os títulos cardinalícios concedidos aos novos cardeais são igrejas da diocese de Roma, cujo nome e propriedade estão ligados a um cardeal no momento da sua criação. Além disso, o brasão de armas de Dom João reitera o lema de seu episcopado: “Para que todos sejam um” (Jo 17,21).

Continue lendo »

Eu acredito no casamento!

novembro 19, 2011

Hoje em dia é unânime: casamento é uma utopia. Ouço isso por todos os lados, entre as conversas com amigos, na mídia, etc. O Fantástico, da Rede Globo, apresentou recentemente uma matéria que trazia uma inovadora notícia, os casamentos com tempo determinado, uma lei proposta no México. O assunto pode até ter maioria quando a opinião é negativa, mas faço parte da minoria: eu acredito no casamento. Eu vivo o casamento intensamente no dia a dia. Com todas as dificuldades de ser família, mas com todas as delícias de ser casada – mãe e esposa.

Hoje, dia 19/11, faço seis anos de casada. Não me canso de repetir que esse casamento é o cumprimento da promessa de Deus em minha vida. E é aí que está a diferença. Jesus está no meio de nós, assim como na Sagrada Família. É ele que realiza em nós e em nossas vidas. Eu e o Alê nos conhecemos na Igreja e temos a certeza que Deus nos escolheu um ao outro e, por isso, cruzou nossos caminhos. Portanto, nosso amor vem do verdadeiro amor,     que é Deus.

Outro dia desses um colega de trabalho disse pra mim que é impossível um homem ter amor e desejo por uma única mulher em sete anos. Faço seis anos de casada, mais de sete que estou com o Alê e 14 anos que nos conhecemos. Confesso: não trocaria meu marido por homem nenhum do planeta. Porque o Alê é assim: aquele que Deus escolheu pra mim. Bom marido, excelente pai, companheiro em todas as horas, presente em minha vida, preocupado com o meu dia a dia, provedor da nossa família. Se pudesse voltar no tempo eu faria tudo de novo. Eu me casaria novamente com ele, subiria naquele mesmo altar e diria o mesmo sim, que é eterno.

E o amor se faz assim, no dia a dia. A cada dificuldade enfrentada, a cada alegria vivida. De que adianta ser companheira somente nos momentos de felicidade? Ser esposa é também sofrer junto. É compreender. É rezar junto. Mas eu posso afirmar que vivi lindos momentos ao lado dele. Dei boas gargalhadas com a sua gaiatice, aprendi muito com sua inteligência e, claro, aprendi também a ser mais tolerante, menos rancorosa, mais amável… Quanto eu fui e sou feliz ao seu lado.

Hoje eu tenho uma família. Nada seria possível se não fosse o casamento. A amizade, o namoro, o noivado e o casamento. Cada passo dado, um a um. Tudo com a graça de Deus. Pedrinho é a personificação do nosso amor. E como sua presença nos faz felizes, completos. Ele também é graça do Pai, que está no Céu.

Caros, o casamento não é utopia. Mas é vivido por pessoas, homens e mulheres, que tomam a decisão de amar um ao outro e de fazer ao outro feliz. O casamento é uma doação. É ceder dia a dia para ver o outro feliz e, claro, se felicitar com a realização do cônjuge. Parece loucura? Tente. A solidão desse mundo vazio, solidificado apenas no prazer e na beleza não tem nada parecido com o que falo do amor.

São seis anos. É pouco sim, eu sei. Mas estou preparada ou, ao menos, com muita vontade de viver muito mais…

Obs.: Fiz um vídeo – amador, é claro – em comemoração à data. Vou postar no YouTube. Depois ponho o link aqui.

I’m in London!

outubro 9, 2011

Eu que nunca havia sequer pensado em cruzar as fronteiras do Brasil por qualquer razão de seja, incluindo viagens a passeio, desembarquei, no último domingo, no aeroporto internacional de Londres, Heathrow, mais precisamente no terminal 1. Isso mesmo. Amanhã faz uma semana que estou numa das cidades mais lindas e cobiçadas da Europa, criadas às margens do Rio Tâmisa, que passa aqui aos fundos do Hotel Hilton Canary Wharf, inclusive.

Adoro viajar. Quem não gosta? Mas amo meu País e todos os anos planejo uma boa viagem pros mais belos cartões postais nacionais, locais onde encontro tranqüilidade, natureza e tudo o que é necessário pra esfriar a cabeça e recarregar a bateria.

Tenho feito viagens a trabalho pra cobrir eventos. Do Sul ao Nordeste brasileiro, se precisam de jornalista da instituição em que trabalho, estou lá. Mas desta vez foi diferente. Primeiro minha chefa pediu-me para que eu providenciasse meu passaporte. Ok. Obedeço ordens e mesmo sabendo que eu ia jogar pela janela os R$ 156,00 que a Polícia Federal cobra pra fazer o documento, fiz meu pedido e agendei a visita ao Na Hora de Brasília. Não havia a menor possibilidade de que hoje, por exemplo, eu estivesse escrevendo este relato direto de Londres. Jamais um jornalista do local onde trabalho fez uma viagem ao exterior. É caro e o motivo tem que ser bem plausível pra isso acontecer.

Continue lendo »

O cowboy mais lindo do mundo!

julho 5, 2011

Pedrinho anda uma figura, como sempre. E, dos 3 para os 4 aninhos, ele teve um avanço considerável na inteligência, na forma de se comportar em público e de interagir com os outros, nas habilidades de desenho, etc.

Em junho, foi a festa junina do colégio do pequeno. Ano passado ele nem se mexeu no palco de apresentações. Mas, neste ano, ele ensaiou na escola, repetiu os passos diversas vezes em casa, decorou a letra da música e arrasou no palco. Dançou lindamente e deixou essa mãe aqui mais boba e orgulhosa que já é.

Claro que filmamos e tiramos muitas fotos desse lindo momento. Aliás, filhote estava lindo. Fiz questão de comprar bota de couro, cinto de fivela, lenço e chapéu, além da clássica calça jeans e da camisa quadriculada.

Posto, portanto, algumas fotos deste dia. Vocês não podiam deixar de ver o cowboy mais lindo do mundo!

O retorno

junho 3, 2011

Ansiosa estava eu no saguão do Aeroporto Internacional de Brasília naquele domingo de manhã. Meus olhos míopes procuravam um serzinho de 1,10m no alcance da visão. De repente, o vejo correndo com sua camisa do Vasco – o time do coração imputado pelo pai desde bebê – em minha direção. Aquele foi o abraço mais apertado e mais demorado que já recebi. Seus bracinhos grudaram em meu pescoço e suas perninhas enlaçaram minha cintura. Seu corpo dizia, sem necessitar de palavras, algo do tipo: “Mamãe, não vá embora. Preciso de você!”. Tive que me livrar das malas e nem a bolsa eu pude abrir com ele no colo. Aquelas perninhas enlaçadas na minha cintura não queriam descer ao chão. O meu rapaz, que já tem quatro anos, voltara a ser um bebê e pedia colo.

No caminho até o estacionamento, perguntei: “Posso te beijar muito?”. Sua cabecinha apenas afirmou que sim. Ao chegar ao carro, ele se pôs a pedir: “Mamãe, não vá no banco da frente. Sente-se comigo”. Meu marido, então, ficou de motorista. Já no lado de trás do carro, Pedrinho segurou forte o meu braço e por longos minutos me acariciou. Baixinho, ele dizia o que sentia: “Mamãe, fiquei com muita saudade sua. Eu te amo”. O pequeno falou repetidas vezes essas frases até chegar a casa…

Continue lendo »

Família separada por viagens…

maio 24, 2011

Pedrinho, eu e o Alê iremos passar uma experiência totalmente nova nesses dias. O Alê está fazendo um curso a trabalho em São Paulo, que já está durando alguns dias. A distância, embora doa em mim e no Pedro, é amenizada aos fins de semana, quando ele volta para casa.

Só que amanhã é minha vez de viajar a trabalho, e coincidir datas de viagem jamais aconteceu conosco. Pedrinho, que nunca dormiu fora de casa, terá que passar quase uma semana sem nós dois. Ele jamais passou uma noite longe de mim ou do Alê e não sabemos como será sua reação.

Eu sigo pra Salvador, mas meu coração de mãe ficará em casa, junto com meu pequeno. Só não vou mais preocupada, porque tenho um anjo na minha vida, que é minha sogra. Ela me ajuda a cuidar do meu pequeno desde que voltei a trabalhar e eu não tenho palavras pra agradecer tanto carinho e amor pelo meu filho.

A saudade de ficar longe do meu filho eu já conheço e, confesso, é angustiante. Ano passado fiz algumas viagens a trabalho e não é nada legal ficar tantos dias longe do meu pequeno. Mas trabalhar faz parte da vida e essas situações são inevitáveis.

Acho, inclusive, que será um momento de crescimento para todos nós, que somos tão apegados um ao outro. Vamos ver no que isso vai dar.