Archive for junho \30\UTC 2008

Muita tosse em um domingo (seco) de frio e sol…

junho 30, 2008

Embora o fim de semana tenha começado com tosse, espirro e um narizinho entupido, foi muito bom. Aliás, eu já sabia que o frio e a seca de Brasília iam acabar dando nisso. Mesmo que o Pedro tenha todas as vacinas pagas e se alimente super bem, não há como protegê-lo dos castigos do clima do DF. Sábado fomos fazer compras… fraldas pro mês e muita (mé)… o iogurte que o Pedro toma, já que não gosta de leite. Daí, o papai resolveu parar pra almoçar numa galeteria. Nossa… Meu filho ta ficando um rapaz. Ficou sentado na cadeirinha de criança e comeu de tudo. Só quase na hora de ir embora ele resolveu “conhecer o restaurante” correndo pra lá e pra cá. Fomos pra casa e o papai, desta vez, parou em uma lojinha onde vende produtos oficiais do Vasco. Comprou duas camisas idênticas. Uma pro Pedro e outra pra ele. Tudo isso porque à noite tinha a festinha do Victor (meu sobrinho) para irmos. Assim, à noite, fomos para o aniversário. O papai e o bebê iguais. Lindos, por sinal. Não que eu goste do Vasco, mas eles sempre estão lindos…

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Ser mãe… Só entende quem é mãe!

junho 27, 2008

Percebi que só sendo mãe se é possível entender o que é ser mãe. Só ao ver nascer um pequenino bebê, totalmente dependente de mim, é que pude sentir o amor de mãe. Só ao vê-lo adoecer é que pude querer que todo mal fosse comigo, e não com ele, dom inerente ao de mãe. Só ao acordar com um lindo sorriso, às 5h30 da manhã, é que eu pude entender porque tudo mudou e, ainda assim, eu me tornei a mulher mais completa do mundo. Só ao contemplar o seu desenvolvimento diário é que pude compreender que cada sacrifício vale a pena. Só ao velá-lo durante um sono profundo, pude desejar, por um minuto, que ele não crescesse e fosse só meu por todo sempre. Só ao receber um beijo estalado e cheio de carinho no fim do dia é que pude perceber porque um ato de amor deixa todos os problemas pra trás. Só ao rolar no chão como criança, pude resgatar a criança que ainda existe em mim. Só diante do medo de perdê-lo é que pude notar o quanto as demais coisas da vida são pequenas e como ele preencheu minha vida ao ponto de não ter mais sentido sem a sua presença. E só por essas coisas pude alcançar um pouco do que é o amor de Deus. O amor ágape que não se cansa. Só porque ama.

Esse texto eu fiz para minha mãe no último dia das mães.

 

O terceiro trimestre: tempo de espera

junho 26, 2008

Como toda mãe sabe, o terceiro trimestre é o mais difícil. Está é a hora de ser mulher de verdade. A barriga já está bem pesada, a ansiedade já toma conta de nós e a espera parece nunca ter fim. Foi nesse período que eu deixei pronto todo quartinho do Pedro. Enfeitado especialmente para ele, de verde e branco e com muitos sapinhos espalhados. A decoração foi toda feita com ajuda do futuro papai que não mediu esforços para fazer o melhor para o filho. Ah, outra dica. Eu aproveitei a Feira da Gestante que acontece todos os anos em Brasília para preparar o enxoval do bebê. Lá, além de ter muita variedade, tem preços ótimos por causa da concorrência. Fiz também chá de bebê e ganhei fraldas que o Pedro usou até quase um ano de idade. Vale muito à pena. Tudo pronto para a chegada do meu pimpolho. Bem perto de ganhar o Pedro eu tive muitos problemas no meu serviço devido a uma terceirização da área em que eu trabalhava. Vi muitos colegas pedirem demissão e eu, grávida, não podia fazer nada além de esperar. Por isso, minha pressão subiu e meu médico me botou de molho em casa. O perigo de uma eclampsia era grande e eu não podia dar mole para o azar. Assim, entrei de licença no dia 9 de março. Duas semanas antes do grande dia. 

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Inacreditável: pais emprestam bebês a reality show

junho 25, 2008

Preciso comentar aqui a minha revolta perante o mundo em que vivemos. Hoje a capa do G1 (site de notícias da Globo) estampa uma matéria falando no novo reality show que começará logo à noite nos Estados Unidos. O nome do novo programa é “The baby borrowers” (algo como “aqueles que pegam bebês emprestados”). A idéia da atração da rede NBC é testar jovens casais, transformando-os em pais temporários. Nada errado, até eu continuar a ler o restante da matéria. O programa desafia cinco casais, com idades entre 18 e 20 anos, a chegar mais rapidamente à idade adulta, tendo que cuidar de uma casa, arrumar um emprego, e ainda cuidar de bebês, crianças pequenas, pré-adolescentes e seus animais de estimação, adolescentes e idosos. O reality estréia com os cinco casais voluntários ganhando uma casa e tendo aulas de pré-natal, como se as “mães” estivessem para receber seus bebês. Na seqüência, bebês reais (todos com 11 meses) aparecem nas portas de seus novos lares. PASMEM!

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Brasília ganha um presente de Deus: TV e Rádio Canção Nova

junho 24, 2008

Hoje tenho mais motivos para estar feliz. Ontem foram inauguradas (oficialmente) em Brasília as transmissões da TV e da Rádio Canção Nova para a capital federal. A comunidade Canção Nova faz parte da minha vida e, poder tê-la em casa, é uma bênção de Deus. Ontem eu, meu marido e meu filho assistimos (por meio do canal 22 da NET) a transmissão da Santa Missa, realizada na Esplanada dos Ministérios, com a presença do Pe. Marcelo Rossi, do fundador da Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, Eto, Luzia Santiago, Dunga, Eros Biondini, Laécio Oliveria, além, é claro, do arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, do monsenhor Marconi, do arcebispo emérito de Brasília, Dom Freire Falcão, padres, seminaristas e uma multidão de fiéis. Também estavam presentes alguns políticos, mas não preciso citá-los em meu blog. Voltando ao assunto… Na hora da Benção Final – momento em que fazemos o sinal da cruz – o Pedro colocou a mãozinha direta sobre o peito e falou –“Pa, pa, amémmmm!” Essa é a forma dele fazer o sinal da cruz, um dos aprendizados que ele traz da casa da bisavó Natália. Essa é mais uma prova de que a TV Canção Nova só pode trazer coisas boas para minha família.

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Trabalhar ou criar nossos filhos? Eis a questão!

junho 23, 2008

Esse fim de semana comecei a ler o livro “Criando bebês felizes”, do psicólogo australiano Steve Biddulph. Confesso que fiquei um pouco surpresa com o conteúdo. O autor descreve o grande perigo de colocar crianças menores de três anos em creches ou escolas. Ele trata do assunto ressaltando a real necessidade da presença ‘integral’ dos pais na vida dos bebês (até os 36 meses). Segundo Steve, o valor mais importante para a criança nesta fase é o amor – um princípio fundamental da psicologia. Ele se ampara no discurso que, entregar o bebê nas mãos de um profissional por até 10 horas diárias, é privá-lo do amor necessário para o seu desenvolvimento emocional, atitude essa que resultará, possivelmente, em crianças mais frias, introspectivas, deprimidas e estressadas. O psicólogo não joga palavras ao vento. No entanto, baseia-se em pesquisas realizadas em todo mundo e pela percepção e estudo pessoal do caso.

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O segundo trimestre… o milagre da gestação

junho 20, 2008

Bem, como já disse, a barriga crescia e muito. Nessa altura do campeonato já era possível saber que eu estava grávida. E como toda grávida bem informada eu já sabia tudo sobre bebês. Descobri muitos sites. Comprei todas as revistas sobre o assunto. Nas consultas mensais, eu o meu esposo (que sempre me acompanhava – ele nunca perdeu uma consulta sequer) fazíamos todas as perguntas imagináveis para o meu obstetra. Algumas vezes, as dúvidas eram tantas que levávamos até anotadas. Aproveitei esse tempo para curtir a gravidez, já que esse é o melhor período da gestação. Nada de enjôos. Também nesse período eu pesquisei muitas lojas de móveis, decorações e roupas. Ahhh, também vivi toda angústia de não ter mais nenhuma roupa me servindo, mesmo aquelas que eu havia comprando depois de grávida. Afinal, eu trabalha muitoooo, até umas 9h, 10h da noite, e passava todo esse tempo sem comer. Daí, eu chegava em casa “varando” em fome e devorava tudo o que via pela frente – o que resultou em 20 quilos a mais no fim da gestação. Além dessas coisas, o segundo trimestre é o período em que se experimenta a emoção de poder sentir os chutes do bebê, perceber os momentos de soluço, além de notar ele se “ajeitando” dentro de nós. Isso faz com que a intimidade e o amor pelo bebê aumentem e muito. (Lembro-me que eu colocava o controle da televisão em cima da barriga e o Pedro o chutava, fazendo-o quase cair… era muito engraçado.) Ah… o Alê conversava muito com o Pedro também. Ao dormir, me abraçava segurando aquele barrigão… uma fase linda. O fato de já saber o sexo e chamá-lo pelo nome é muito importante e comprovado cientificamente. Eu já era mãe mesmo antes de dar a luz. Na hora do banho, aproveitava para cantar para o Pedro. A música “Grãozinho de Ouro” da irmã Kelly Patrícia, uma freirinha, era a primeira do meu repertório e, acreditem, o Pedro a reconheceu depois de nascido. A canto para fazê-lo dormir até hoje. Por essas e outras coisas, estar grávida é meio mágico. Ainda olho pro meu filho sem entender como aquele serzinho perfeito pode ter sido formado dentro de mim. Milagre puro do amor de Deus.

Grãozinho de Ouro
Kelly Patrícia

Floquinhos de algodão misturam-se no azul do céu
Folhas verdes, árvores, pássaros, montes.
Tudo mostra quão bonito é o que Deus criou
Tudo mostra quão bonito é o que Deus criou
Você também faz parte dessa criação,
como obra bela, obra prima, que Deus, o bom Deus, me deu,
meu grãozinho de ouro, meu grãozinho de ouro.
Abelha faz o mel, o passarinho canta,
A árvore com o fruto alimenta o homem
Tudo é sinal do amor de Deus por cada um de nós
Tudo é sinal do amor de Deus por cada um de nós
Você também, com o seu jeitinho de ser,
é para mim, concretamente, sinal do amor de Deus
meu grãozinho de ouro, meu grãozinho de ouro,
meu grãozinho de ouro, meu grãozinho de ouro.

É menino!!!

junho 20, 2008

Imaginem. Contando comigo, somos seis irmãs. Meu pai sempre sonhou em ter um filho, mas tentou seis vezes e, pelo que já deu pra notar, não conseguiu. Portanto, meu sonho sempre foi ter um menino. Já na família do meu marido a onda era nascer meninas. Dos primos que se casaram, já era a quinta menina nascida. Desta forma, a espera por um homem era grande e, além de tudo, gorada. Afinal, quem é que não queria ser o primeiro a ter um menino na família?! No dia da ecografia, logo no início, a médica disse: “-Esse bebê quer suas coisas personalizadas. Pois não está escondendo quem é!”. No mesmo instante, ela desenhou na tela os “traços” do menino. Daí surgia o Pedro. Mais um dos presentinhos de Deus para mim…

Ser mãe dói…

junho 18, 2008

Entre muitas coisas que tenho aprendido após a maternidade é que ser mãe dói. Isso mesmo: dói. Não uma dor física, mas uma dor que não se explica. A saudade também não se explica e todos nós sentimos e sabemos o que é. Portanto, ser mãe dói. Quando o Pedro teve suspeita de Dengue, em meio a inúmeras notícias de morte caudadas por essa doença (maldita e de terceiro mundo), tive tamanho medo de perdê-lo que aprendi o significado do ditado: “Ser mãe é padecer no paraíso”. Mas não é desse episódio que eu decidi escrever.

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Falando sobre a gravidez… O primeiro trimestre

junho 13, 2008

A partir da descoberta, eu me preparei para o pré-natal. Fiz todos os exames e corri para a primeira ecografia. Faltam-me palavras para descrever o que é ver um coraçãozinho minúsculo batendo dentro de nós com apenas alguns dias após a concepção.

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